Kimi Raikkonen se diz confirmado

O líder do Mundial, Fernando Alonso, da Renault, estava rindo à toa, neste sábado, depois da sessão que definiu o grid do GP da Itália, no quente e veloz circuito de Monza. Com a terceira quebra do motor Mercedes da McLaren, este ano, Kimi Raikkonen largará, neste domingo, apenas na 11.ª colocação, apesar de ter sido o mais veloz nos treinos oficiais de sábado. Com isso, Juan Pablo Montoya, companheiro de Raikkonen, que sairia em segundo, é o pole position da 15.ª etapa do campeonato. E Alonso, originalmente terceiro, larga ao lado do colombiano, na primeira fila. "Já estou me acostumando a essas situações", falou, com um pouco de raiva Raikkonen, que teria em Monza boas chances de reduzir a diferença de 24 pontos que o separa de Alonso na classificação do Mundial (95 a 71). "O problema maior de largar no meio do grid é envolver-me, sem querer, nos costumeiros acidentes que ocorrem na primeira chicane." Mas o finlandês não perdeu as esperanças. "Se passar a primeira chicane sem danos, penso que ainda dá para vencer, nosso carro é o mais rápido em Monza." É mesmo verdade, o ritmo de Raikkonen e Montoya é impressionantemente melhor que todos os demais. O fato foi comentado por Alonso: "Em Ímola (4.ª etapa) nós éramos 2 décimos de segundo mais lentos por volta. Agora, aqui na Itália em especial, um segundo." Portanto, ao longo das 53 voltas da corrida, neste domingo, com largada às 9 horas e transmissão ao vivo pela TV Globo, mesmo partindo da 11.ª colocação Raikkonen, diante da maior velocidade da McLaren, pode, dependendo do que acontecer na primeira chicane, vencer a corrida. Nunca é demais lembrar que quem deverá liderar a prova, sem maiores dificuldades, é seu companheiro, Montoya. A segunda colocação será já um ótimo resultado para Alonso, principalmente se Raikkonen se classificar atrás dele. O espanhol até zombou da nova quebra do motor Mercedes. "Eu não tive sorte coisa alguma. Foi é azar. Pois a quebra poderia ter ocorrido na primeira volta do GP da Itália." Montoya lembrou que, com Raikkonen lá atrás, será mais difícil poder ajudá-lo na luta pelo título com Alonso. Um mau resultado do finlandês seguido de uma boa colocação do piloto da Renault abre a perspectiva de o campeonato definir-se já no próximo domingo, em Spa-Francorchamps, no GP da Bélgica. O Brasil terá três pilotos em Monza, neste domingo. No sábado o alemão Nick Heidfeld, da Williams, foi recomendado pelos médicos para não disputar a prova. Semana passada, nos testes privados na mesma pista, ele bateu forte. Neste sábado Heidfeld ainda se queixava de dor de cabeça. Antonio Pizzonia foi acordado pela equipe, sábado, no hotel, para apressar-se porque substituiria Heidfeld, como já havia feito ano passado com Ralf Schumacher, convalescente do acidente em Indianápolis. Largou em 8º e chegou em 7º. Pizzonia deu apenas 10 voltas pela manhã, foi o primeiro a sair na classificacão e obteve o 16.º tempo. Neste domingo tem uma boa oportunidade de mostrar que pode ser titular de algum time. O mercado está em fase de definição. Um convincente trabalho em Monza poderá ajudá-lo. "A última vez que pilotei foi há 3 meses e o carro tinha o motor V-8, experimental, o que faz enorme diferença", disse o amazonense de 24 anos. Rubens Barrichello, da Ferrari, fez até mais do esperado. Larga em 7º com a queda de Raiikonen de 1º para 11º. Felipe Massa, da Sauber, é o 15º no grid. O piloto com maior torcida em Monza, Michael Schumacher, da Ferrari, disse ter se surpreendido com a evolução do seu carro de sexta-feira para este sábado. Sai em 6º. Pena o número reduzido de torcedores que deverá acompanhar o evento. Monza sempre se caracterizou pelas festas dos tifosi, não esperadas neste domingo, pela redução na venda de ingressos, gerada pela pouca competitividade da Ferrari e a situação econômica na Europa, distante dos melhores dias.

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