La Rosa culpa Schumacher por batida

O primeiro dia de treinos do GP da Bélgica, hoje, foi típico das competições no circuito de Spa-Francorchamps. A pista esteve seca na sessão da manhã, mas à tarde a chuva prevista pela meteorologia caiu mesmo, ora mais intensamente ora fraca. Quando a visibilidade estava bem prejudicada, o campeão do mundo, Michael Schumacher, da Ferrari, bateu de novo na traseira de um carro lento, a Jaguar de Pedro de la Rosa. Em 1998, o alemão da Ferrari colidiu com extrema violência na McLaren de David Coulthard, por não vê-la também. "Tudo o que você espera dos pilotos que estão à sua frente, nessas condições, é que eles sejam velozes ao menos nas retas", afirmou Michael, até um pouco irritado. Rosa havia deixado os boxes e na reta que antecede a famosa curva Eau Rouge estava bastante lento. O espanhol da Jaguar foi claro com Michael: "Vi uma Ferrari se aproximar e desloquei o máximo para a direita, a fim de deixar toda a pista para ele me passar", falou. "O que não dá para fazer é sumir. Michael tinha enorme opção para me ultrapassar, mas preferiu bater na minha traseira", disse surpreendentemente. "Não dava nem para enxergar a luz vermelha. Você sabe que tem um carro à frente, mas não mensura sua velocidade", replicou o alemão. Seu treino acabou ali, por perda do aerofólio dianteiro e outros pequenos danos na Ferrari. Sem incidentes, Michael dominou a sessão da manhã, quando o asfalto esteve seco, ao estabelecer 1min48s655, marca dois segundos melhor que a pole position do ano passado, de Mika Hakkinen, McLaren (1min50s646). Na hora que mais chovia, à tarde, Rubens Barrichello foi o mais rápido, enquanto de manhã acabou em terceiro, 1min49s456. "Ficamos em primeiro tanto no seco como no molhado, bom começo", disse, embora destacasse que a Williams deveria ter "bastante gasolina no tanque." Ralf Schumacher, do time inglês, obteve o sétimo tempo, 1min50s801 e até elogiou, pela primeira vez, os pneus Michelin para chuva. Jarno Trulli, da Jordan, não causou espanto ao fazer 1min49s404, segundo mais rápido. Ano passado ele largou na primeira fila do GP da Bélgica, com o segundo tempo. Houve também quem aproveitasse o início da sessão da tarde, ainda com pista seca, para registrar seu melhor trabalho. Esse foi o caso de Giancarlo Fisichella, da Benetton, que em 2002 trocará de lugar com Trulli. O italiano ficou em quarto, 1min50s192. Quando o piloto passa a assumir uma importância maior do que já tem no desempenho do conjunto, como hoje, o jovem e talentoso finlandês Kimi Raikkonen, da Sauber, não se esconde. Sem conhecer o seletivo traçado belga, marcou 1min50s495, sexto tempo. Ele deverá ser o companheiro de equipe de Michael Schumacher, na Ferrari, em 2003. Na luta pelo vice-campeonato David Coulthard não fugiu à regra que sempre o caracterizou na Fórmula 1 nos momentos decisivos. Ainda na sua terceira volta, na sessão da manhã, passou sobre uma zebra de forma equivocada lançando sua McLaren violentamente contra a grade de proteção. Enquanto Rubinho completou, ao longo do dia, 35 voltas, e Ralf, 23, Coulthard não foi além das três. "Claro que qualquer volta a mais serve de referência, mas temos os dados do carro de Mika Hakkkinen", falou. Hakkinen, vencedor da prova ano passado, obteve o quinto tempo, 1min50s239. A rede Globo transmite amanhã a sessão que definirá o grid da 13.ª etapa da temporada a partir das 8 horas.

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