Fernando Bizerra Jr./EFE
Fernando Bizerra Jr./EFE

Largando atrás, Ricciardo e Pérez torcem por chuva

Pilotos apostam em corrida agitada para pontuar em São Paulo

Guilherme Moraes, Especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

14 Novembro 2015 | 19h25

Chuva, espalhadas em curvas e às vezes até acidentes em carreata são alguns dos ingredientes que costumam compor um GP do Brasil de Fórmula 1. E uma corrida agitada, que sempre leva ao delírio o público nas arquibancadas, é exatamente no que apostam os pilotos que largam na parte final do grid neste domingo.

Um deles é Daniel Ricciardo, da Red Bull, que cravou o nono melhor tempo no treino classificatório disputado neste sábado, mas largará na 19ª posição por estar usando uma nova versão de seu motor Renault. O australiano elogiou o desempenho do carro, mas disse que uma "ajudinha" dos céus seria bem-vinda. "É complicado ultrapassar em Interlagos, mas podemos conseguir algo com a estratégia de pneus. Adoraria que chovesse. Tornaria a corrida mais empolgante."

Com Sérgio Pérez, ocorreu o oposto. O piloto da Force India obteve o 13º lugar na classificação, mas foi beneficiado pelas penalizações de outros competidores e sairá da 11ª posição. Ainda assim, bem distante do companheiro de equipe, Nico Hülkenberg, que larga em 5º, atrás apenas das Mercedes e Ferraris. "Fiquei desapontado porque me senti muito confortável com o carro durante todo o fim de semana. Mas as corridas no Brasil geralmente são muito agitadas e muita coisa pode acontecer."

De fato, as provas disputadas em Interlagos costumam garantir grandes emoções ao público. O caso mais famoso na história recente aconteceu em 2003. Debaixo de muita chuva, a corrida "maluca" teve largada com safety car, pane seca do líder Rubens Barrichello e uma sequência cinematográfica de acidentes na subida dos boxes. Resultado: prova encerrada a 17 voltas do fim, com um inusitado Giancarlo Fisichella, da Jordan, como vencedor.

A chuva, por sinal, é quase presença garantida na etapa da Fórmula 1 disputada em São Paulo. Uma das edições que mais marcaram os fãs brasileiros, de forma negativa, foi a de 2008. Precisando vencer e torcer que Lewis Hamilton, então na McLaren, chegasse no máximo no sexto lugar para ser campeão, Felipe Massa fez sua parte e cruzou a linha de chegada em primeiro com sua Ferrari. Hamilton vinha exatamente na sexta colocação até a última curva, quando o alemão Timo Glock, já com os pneus desgastados, espalhou na pista molhada e permitiu que o inglês conquistasse seu primeiro título na categoria.

Por outro lado, como em tantas outras vezes, foi a chuva que ajudou o já tricampeão mundial Ayrton Senna a vencer em Interlagos em 1993. Imbatível em corridas "aquáticas", o brasileiro pediu que o piloto de seu helicóptero particular, Nelson Loureiro, consultasse a torre de controle do aeroporto de Cumbica minutos antes da prova para verificar a previsão do tempo. Tiro certeiro. Com a informação de que a probabilidade de chuva era alta, Senna fez ajustes de última hora em sua McLaren e venceu a corrida com sobras, mesmo após largar em terceiro.

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