Dimitar Dilkoff/AFP
Dimitar Dilkoff/AFP

Leclerc rebate críticas nas redes sociais: 'Eu odeio o racismo. Isso é nojento'

Piloto tem sido alvo de críticas por não ter se ajoelhado nos protestos contra o racismo

Redação, Estadão Conteúdo

06 de agosto de 2020 | 15h44

Charles Leclerc tem sido alvo de críticas nas redes sociais desde o primeiro manifesto antirracista "End Racism" ("Acabe com o Racismo", em português) na Fórmula 1, por ter sido um dos pilotos que não se ajoelharam nos protestos. Nesta quinta-feira, o monegasco resolveu rebater as acusações.

"É muito triste ver como algumas pessoas manipulam minhas palavras para fazer manchetes que soam como se eu fosse racista. Eu não sou racista e eu absolutamente odeio racismo. Racismo é nojento", afirmou o piloto da Ferrari. O ato de se ajoelhar é considerado um símbolo da luta por igualdade e contra a discriminação racial.

"Parem de me colocar no mesmo grupo que essas pessoas (racistas) nojentas que estão discriminando os outros por causa da cor da pele, religião ou gênero. Eu não sou parte deles e nunca serei. Eu sempre fui respeitoso com todo mundo e esse deveria ser o padrão no mundo de hoje em dia. Para quem quer que esteja usando minha imagem para promover ideias erradas, por favor, parem. Eu não tenho interesse em política e não quero ser envolvido nisso", disse Leclerc, que também explicou o motivo pelo qual não se ajoelha, assim como fez antes do GP da Inglaterra, domingo passado.

"Eu acredito que importam mais os fatos e comportamentos em nosso dia a dia do que gestos formais. Não vou me ajoelhar mas isso não significa que eu esteja menos comprometido do que outros na luta contra o racismo", afirmou o piloto, que teve a companhia de Valtteri Bottas e Kevin Magnussen.

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