Maxim Shemetov/Reuters
Maxim Shemetov/Reuters

Leclerc se encanta com carinho de fãs brasileiros e reforça idolatria por Senna: 'Meu único ídolo'

Recebido com festa no aeroporto, jovem piloto da Ferrari disse estar ansioso para correr pela terceira vez em Interlagos

Ricardo Magatti, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2021 | 16h36

O carinho dos fãs brasileiros e a possibilidade de correr mais uma vez no país do seu maior ídolo, Ayrton Senna, fizeram Charles Leclerc se animar antes do GP de São Paulo de Fórmula 1, que ocorre neste fim de semana. O piloto da Ferrari afirmou que o Brasil está entre os países com a recepção mais calorosa que já presenciou, reforçou sua idolatria a Senna e disse se sentir confortável correndo no Autódromo de Interlagos.

"Eu realmente gosto da pista. Quando era mais jovem, sempre escolhia correr em São Paulo no videogame", contou o piloto monegasco. "Ayrton Senna sempre foi o meu único ídolo. O Brasil é um lugar especial. As imagens do Ayrton e o público me fizeram sonhar em pilotar aqui".

Leclerc conversou com jornalistas em evento organizado por um dos patrocinadores da Ferrari em um hotel em São Paulo. O jovem piloto de 24 anos está em sua quarta temporada na Fórmula 1 e acelera em Interlagos pela terceira vez, já que o autódromo brasileiro não recebeu a corrida no ano passado em razão da pandemia de covid-19. Em 2019, ele protagonizou um acidente com Sebastian Vettel e não completou a prova brasileira. Em 2018, correndo pela Sauber, teve um bom desempenho e terminou em sétimo.

Leclerc chegou ao Brasil na noite de terça-feira. Assim que desembarcou no aeroporto de Guarulhos, se surpreendeu ao ver um grupo grande de fãs, formado sobretudo por adolescentes, o esperando no local. Para o monegasco, o Brasil é um dos países em que já experimentou a recepção mais calorosa.

"Há quatro lugares no mundo absolutamente malucos em relação a essa recepção de fãs: Japão, Itália, México e Brasil. Eu vi isso no aeroporto. As pessoas me esperando. Isso me deixa muito feliz. É muito especial. Muito feliz de estar aqui e sentir o apoio dos fãs. Me motiva mais para conquistar os resultados que busco", enfatizou.

O piloto da Ferrari ocupa a sexta colocação na classificação do Mundial, com 138 pontos. Seu melhor resultado neste ano foi um segundo lugar que conquistou em Silverstone, na Inglaterra. A temporada tem sido boa, apesar de alguns contratempos, na sua avaliação.

"Está sendo uma boa temporada para mim. Infelizmente, perdi algumas oportunidades, como em Mônaco (em que não completou a corrida em virtude de uma falha no câmbio). Tirando essas corridas em que perdi pontos, estou feliz com minha temporada por enquanto com a minha performance e com o time, com a forma como trabalhamos. Estamos no caminho certo", analisou.

A Ferrari superou a McLaren nas últimas três corridas e ultrapassou a equipe rival na classificação do Mundial de Construtores. As duas escuderias travam uma luta acirrada pelo terceiro lugar. No momento, a Ferrari tem 268.5 pontos contra 255 da McLaren. Leclerc entende que quem for mais consistente vai terminar o campeonato na frente. Além do GP de São Paulo, há mais outras três corridas até o fim da temporada: Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

"Acho que temos grande chance de terminar na frente da McLaren em São Paulo e a McLaren costuma ser mais forte em Abu Dabi", opinou. "Não conhecemos as duas corridas novas (Catar e Arábia Saudita), então não podemos dizer o que esperar. Nossos carros estão mais rápidos em algumas pistas, eles são mais rápidos em outras. No fim, quem for mais consistente é que vai terminar na frente".

O piloto de Mônaco também disse que sua relação com o parceiro de equipe, o espanhol Carlos Sainz, é "muito boa". O espanhol é companheiro de Ferrari de Leclerc desde o começo da temporada. Ele entrou na vaga do alemão tetracampeão mundial Sebastian Vettel, hoje na Aston Martin. "Temos de trabalhar em benefício do time. Acho que encontramos o equilíbrio juntos. Ele quer me vencer e eu quero vencê-lo. Isso faz parte, é algo natural. É uma ótima relação a nossa", avaliou.

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