Lembra desse GP? Decisões de títulos, polêmica e rivalidades no Japão

No país sede de 12 decisões de campeonato, Sebastian Vettel pode ser campeão no fim de semana

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - Sebastian Vettel, da Red Bull, pode ser campeão da Fórmula 1 neste fim de semana em Suzuka, no GP do Japão, circuito de traçado variado e com várias possibilidades de ultrapassagens. Se isso acontecer, o alemão entra para um grupo de pilotos que já tiveram o prazer de comemorar o título mundial na terra do sol nascente, onde nada menos que 12 campeonatos foram decididos. O Estado relembra outras cinco importantes decisões realizadas no país:

1976

Na última corrida da temporada, o austríaco Niki Lauda, da Ferrari, liderava com três pontos a mais que o inglês James Hunt, da McLaren. Era a primeira vez que a Fórmula 1 teria uma corrida no Japão e no circuito de Monte Fuji, sob chuva tão forte que os organizadores decidiram atrasar a largada em 45 minutos. Depois da partida, logo na segunda volta, Lauda se recolheu ao boxes. Ainda traumatizado pelo grave acidente no mesmo ano na Alemanha, que o deixou fora de duas corridas, o piloto justificou que sua vida valia mais do que o título. Sem o concorrente direto, bastava a Hunt chegar em terceiro. Apesar de liderar grande parte da prova, o inglês teve problemas a cinco voltas do fim, quando dois pneus estouraram, já que a pista estava seca. Ele parou nos boxes e quando retornou à pista, era  o quinto colocado. Já no desespero, passou por dois adversários no fim e recebeu a bandeira quadriculada para ganhar o título. A vitória ficou com Mario Andretti, da Lotus.

1988

Ayrton Senna fazia sua primeira temporada na McLaren e para ser campeão mundial, tinha que vencer a prova em Suzuka. Pole-position, ele teve ao lado o companheiro de equipe e concorrente ao título, o francês Alain Prost. Porém, logo na largada Senna teve problemas no carro e caiu para o 16º lugar. Com isso, precisou começar uma reação. Antes mesmo de terminar a primeira volta era o 8º, na 11ª volta era o terceiro e na 20ª, estava logo atrás do francês. Por oito voltas ele aguardou a hora certa de atacar, fazer a ultrapassagem e tomar a liderança para manter a primeira posição até a bandeira quadriculada, quando se sagrou campeão mundial.

1989

Novamente em Suzuka, Prost e Senna, da McLaren decidiam o título. Assim como no ano anterior, o brasileiro foi o pole-position e largou mal, ao cair para segundo e deixar o francês na liderança. Senna precisava da vitória para se manter com chances de título e ficou até a 47ª volta na cola do francês, quando tentou a ultrapassagem na chicane. Como Prost não deu espaço, os dois bateram. Enquanto Senna pedia para os comissários de pista empurrarem o carro, o francês saia do carro. O carro do brasileiro pegou no tranco, mas ele estava com o bico quebrado e teve que dar uma volta inteira na pista antes de parar para fazer a troca. Enquanto isso, o italiano Alessandro Nannini, da Benetton, tomou a liderança. O atual campeão conseguiu se recuperar, recuperou a liderança na penúltima volta e comemorou a bandeirada. Porém, ao mesmo tempo que tudo isso se passava, os comissários estavam reunidos analisando a imagem do acidente entre os pilotos da McLaren. A decisão final foi de desclassificar Senna, porque segundo eles, quando o brasileiro foi empurrado pelos comissários, cortou caminho da chicane, em vez de voltar pelo mesmo ponto onde foi a batida. Com a eliminação, o título polêmico foi garantido para Alain Prost.

1998

Na última corrida da temporada o finlandês Mika Hakkinen, da McLaren, chegou ao Japão com quatro pontos a mais que o alemão Michael Schumacher, da Ferrari. No grid de largada, era o alemão o pole, seguido pelo finlandês. Na hora em que as luzes iam se apagar, Schumacher sinalizou que estava com problemas no motor. Pelo regulamento da época, o piloto da Ferrari teve então de partir da última posição. Ciente da dificuldade da tarefa, o alemão começou a se recuperar. Ao fim da segunda volta já estava em 10º e na 22ª, era o terceiro colocado, atrás apenas do líder Hakkinen e de Eddie Irvine, da Ferrari. Logo depois, na 31ª volta, o campeonato foi decidido. O pneu traseiro direito da escuderia italiana estorou e o alemão teve que parar. O finlandês manteve a liderança e comemorou o seu primeiro título com vitória.

2000

A Ferrari havia contratado em 1996 o alemão Michael Schumacher, então bicampeão pela Benetton, para encerrar o jejum de títulos, que já durava desde 1979. Depois de muitas tentativas frustradas, foi no ano 2000 que o sonho se concretizou. Novamente na disputa com o finlandês Mika Hakkinen, da McLaren, dessa vez a vantagem era do alemão, oito pontos de vantagem a duas corridas do fim. Só bastava ao ferrarista ganhar em Suzuka para ser campeão. Na largada, Schumacher perdeu a posição para o concorrente e iniciou uma batalha tensa. A vantagem entre dois permaneceu quase sempre a mesmo ao longo da corrida, até segunda parada para nos boxes definir o título. A equipe italiana foi mais rápida que a inglesa e 16 voltas do fim o líder passou a ser o alemão, que se manteve na liderança até garantir o título.

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