Lembra desse GP? Malásia já teve temporal e Schumacher como 'reserva'

Corrida deste fim de semana na Fórmula 1 é desafio pelo calor e pelo tempo imprevisível

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

22 de março de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - Na Malásia o grande desafio talvez não seja enfrentar os outros pilotos, mas sim driblar as intempéries do clima. A tórrida temperatura transforma o asfalto em um dos mais abrasivos da Fórmula 1, o que acarreta grande desgaste dos pneus. Para complicar, as chuvas são recorrentes e dão uma certeza de que a prova deste domingo terá emoção. Será o 15º GP em Kuala Lumpur, que já chegou a encerrar o calendário da temporada e está entre as primeiras provas do ano desde 2001. Para antecipar a corrida deste domingo, o Estado escolheu provas movimentadas e marcantes no circuito malaio:

1999

O GP de estreia da Malásia na Fórmula 1 teve uma situação inusitada para toda a categoria. O heptcampeão Michael Schumacher foi o segundo piloto da Ferrari naquela prova, que era a penúltima do calendário. O alemão sofreu um forte acidente na Inglaterra e voltava a correr depois de seis provas em que ficou ausente, em recuperação de uma fratura na perna. A escuderia italiana passou então a apostar todas as suas fichas no irlandês Eddie Irvine, que disputou o campeonato com o finlandês Mika Hakkinen, da Mclaren, que chegou à Malásia com apenas dois pontos de vantagem na liderança. Schumacher largou na pole-position e logo na quarta volta permitiu a passagem de Irvine. Até o final o alemão foi apenas escudeiro do companheiro de equipe e segurou a segunda posição dos ataques de Hakkinen, que chegou em terceiro e perdeu a liderança do Mundial.

2000

Desde 1979 a Ferrari não ganhava em uma mesma temporada o título de pilotos e o de construtores. Michael Schumacher já tinha conquistado o campeonato na prova anterior, no Japão, e bastava a ele e Rubens Barrichello marcarem juntos quatro pontos para terminarem à frente da Mclaren. Do começo ao fim a última corrida da temporada se passou como o planejado para a escuderia italiana. O alemão largou e chegou na liderança, ao conseguir recuperar a posição perdida para David Coulthard na largada. Rubinho se manteve na terceira posição e subiu ao pódio. Na comemoração, os pilotos usaram perucas vermelhas para celebrar a temporada perfeita.

2001

Pela primeira vez o GP da Malásia saiu do fim para estar no começo do calendário da temporada. Além do tórrido calor, muita chuva marcou presença na corrida. Foi um festival de rodadas e de acidentes, como um na terceira volta, quando cinco pilotos bateram. Alheios a isso, os pilotos da Ferrari lideraram do começo ao fim e fizeram a dobradinha com Michael Schumacher e Rubens Barrichello.

2009

A prova já causava preocupação antes mesmo de começar. A FIA remarcou a largada para as 17h por causa do calor. Porém isso não evitou que as tradicionais chuvas de abril na Ásia atrapalhassem o GP, que teve apenas uma hora de duração e 31 das 56 voltas previstas. Mesmo o pouco tempo foi o suficiente para os pilotos trocarem de pneus quatro vezes - tudo por conta do temporal que caiu. Após a interrupção, os pilotos ainda aguardaram o reinício da prova, que não aconteceu. O resultado final foi confirmado pela organização, quando anunciou que não teria mais corrida. O inglês Jenson Button, da Brawn, foi o vencedor, seguido por Nick Heidfeld, da BMW, que fez excelente corrida após largar em décimo lugar.

2012

Sob calor intenso, o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, via poucas chances de vitória porque largava apenas em oitavo lugar. A corrida parecia totalmente nas mãos das McLarens de Lewis Hamilton, o pole, e de Jenson Button, o segundo. Porém a chuva logo tratou de criar confusão. Na quarta volta todos os pilotos pararam para trocar os pneus intermediários pelos de chuva. Duas voltas depois o safety car entrou na pista para evitar acidentes e na oitava o GP foi interrompido. Depois de 54 minutos de paralisação foi dada a relargada, mas como a pista foi secando, os pilotos novamente tiveram que ir aos boxes. Foi aí que entrou em ação o talento do espanhol e a competência da Ferrari, que tirou proveito dos inúmeros pitstops para assumir a liderança e terminar na frente. Quem também fez uma corrida espetacular foi o mexicano Sérgio Perez, da Sauber. Após partir em nono, foi ganhando posições e chegou a liderar a corrida. Mas diante da genialidade de Alonso, ficou feliz por chegar em segundo.

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