Lembra desse GP? O começo da F-1 e coleção de incidentes na Grã-Bretanha

Palco da primeira prova da história recebeu também a última vitória de Emerson Fittipaldi

CIRO CAMPOS, O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - A Fórmula 1 reencontra neste fim de semana a pista onde tudo começou. Foi em Silverstone, na Grã-Bretanha, a largada para a primeira corrida da história da categoria, em 1950. De lá para cá foram outros 62 Grandes Prêmios, dos quais 12 foram disputados em Brands Hatch e outros cinco em Aintree. Para resgatar um pouco dessa história e apresentar a corrida do próximo domingo, o Estado escolheu cinco provas marcantes realizadas no GP britânico.

1950

Em 13 de maio daquele ano começou a história da Fórmula 1. O primeiro GP da história da categoria foi realizado em Silverstone e 19 carros alinharam para o grid. O pole-position foi o italiano Giuseppe Farina, que passou parte do começo da prova se alternando na primeira posição com o também italino Luigi Fagioli e o argentino Juan Manuel Fangio. Mas da metade em diante só deu Farina e o piloto terminou as 70 voltas dois segundos à frente de Fagioli. Assim, ele teve a honra de se tornar o primeiro vencedor de uma corrida da história da Fórmula 1.

1973

O sul-africano Jody Scheckter, da McLaren, era apenas um iniciante naquela prova em Silverstone, que seria apenas a sua quinta na categoria. O novato saiu em sexto lugar no grid e ainda na primeira volta já era o quarto. Na curva que trazia para a reta dos boxes, ele rodou. O carro ficou atravessado na pista poucos tiveram a felicidade de conseguir desviar. Ao todo nove pilotos se envolveram na batida coletiva, incluindo o brasileiro José Carlos Pace. A prova ficou meia hora parada até que todos os restos de carro fossem retirados da pista. No fim, vitória do americano Peter Revson, da McLaren.

1975

Um dos maiores acidentes coletivos da Fórmula 1 aconteceu em Silverstone, no GP de 1975. Os números daquela corrida sob chuva são impressionantes: 20 dos 26 carros abandonaram, 16 deles por colisão e desses, 13 bateram na mesma volta. Até a volta 56 já tinham sido sete líderes diferentes, mas o tumulto começou para valer quando a falta de drenagem da pista fez as primeiras vítimas na curva Stowe, onde três pilotos saíram da pista e bateram. Logo depois, na Club, oito veículos foram parar na área proteção, onde ficaram praticamente empilhados. A direção da prova resolveu dar bandeira vermelha, encerrar a corrida e contar como resultado final as posições da volta anterior. Quem se deu bem foi o Brasil, com a vitória e de Emerson Fittipaldi, da Mclaren, a última dele na categoria. O segundo lugar também foi do País: José Carlos Pace, da Brabham.

1992

Era uma temporada de amplo domínio da Williams e que levaria o inglês Nigel Mansell ao seu primeiro título. Mas antes mesmo de confirmar tudo isso, o ápice viria em Silverstone. Dentro de casa o piloto não deu brechas a ninguém. Comando o fim de semana, fez a pole-position, liderou de ponta a ponta e ainda fez a melhor volta da corrida. Após a bandeira quadriculada ele viveu ainda outro grande momento, ao ver a torcida invadir a pista e cercar o seu carro. Mansell teve que parar e descer para comemorar com os compatriotas.

2003

Rubens Barrichello, da Ferrari, era o pole-position, mas largou mal e caiu para terceiro no início da prova. Na 12ª volta o padre irlandês Cornelius Horan (o mesmo que tumultou a maratona da Olimpíada de 2004) invadiu a pista carregando um cartaz com uma mensagem religiosa. O Safety-Car foi acionado e toda a estratégia dos pilotos mudou. A essa altura o brasileiro já era o oitavo e começou a reagir. Fez duas belíssimas ultapassagens sobre Ralf Schumacher, da Williams, e Kimi Raikkonen, da Mclaren, e voltou à ponta a 18 voltas do fim. Depois disso, administrou a vantagem para terminar na frente e vencer pela sexta vez na Fórmula 1.

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