Jennifer Lorenzini / AFP
Jennifer Lorenzini / AFP

Lentidão da Ferrari leva Leclerc e Vettel ao pior treino em Monza após 36 anos

Piloto monegasco lamenta posição no grid na corrida 'em casa' da equipe italiana

Redação, Estadão Conteúdo

05 de setembro de 2020 | 21h51

Pela primeira vez, em 36 anos, a Ferrari não vai ter um de seus carros entre os dez primeiros colocados no grid de largada do GP da Itália, neste domingo, em Monza. Demonstrando a total falta de potência no motor, a tradicional equipe italiana vai ter o monegasco Charles Leclerc em 13º lugar e o alemão Sebastian Vettel na 17ª colocação.

Na longínqua corrida de 1984, o italiano Michele Alboreto largou em 11º e o francês René Arnoux em 14º. "Esperávamos um pouco mais deste fim de semana", disse Leclerc ao canal Sky Sport. "Sabíamos que Spa (Bélgica) e aqui seriam as duas piores pistas para nós. É assim, difícil, porque você faz uma volta boa e acaba em 13º, a sensação não é boa", disse o piloto, quinto classificado, com 45 pontos.

"É assim no momento, e preciso extrair o máximo do carro na situação que estamos, e é isso que vou tentar fazer. Certamente, dói mais por ser em casa. Infelizmente, é a nossa realidade no momento. Precisamos trabalhar e, com sorte, em Mugello, que também é uma casa da Ferrari, estaremos um pouco melhor", afirmou o monegasco, referindo-se à próxima etapa na semana que vem.

"Espero que a partir da próxima corrida possamos ver uma luz no fim do túnel, porque foram dois finais de semana muito difíceis para nós, e estamos testando com o carro. Não encontramos uma saída por enquanto, mas precisamos nos manter focados, motivados e os dias melhores virão", completou o piloto.

Desanimado, Vettel não teve nem forças para reclamar do carro. Preferiu direcionar suas críticas a atitude dos rivais que comprometeu seu desempenho no Q1: "Não há motivo para um começar a ultrapassar o outro. Há um tempo mínimo, então todos tem que seguir isso. O momento que você começa a ultrapassar, causa problemas para os demais."

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