Arquivo/AE
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Lewis Hamilton desabafa sobre recentes polêmicas da McLaren

'Tenho uma sensação similar à de um prisioneiro, que sente que não deveria estar lá', disse o piloto inglês

EFE,

15 de maio de 2009 | 10h58

LONDRES - O inglês Lewis Hamilton, atual campeão do Mundial de Fórmula 1 pela McLaren, afirmou sentir-se como "um preso que não cometeu nenhum crime", ao comentar as acusações sobre mentiras e espionagem envolvendo ele e a equipe nos últimos meses.

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"Tenho uma sensação similar à de qualquer pessoa que vai à prisão, mas sente que não deveria estar atrás das grades. Esta é a sensação que tive, embora sei que o que ocorreu na Austrália foi um erro", afirmou o piloto em entrevista publicada hoje pelo jornal The Times.

 

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) puniu a McLaren com três corridas de suspensão pelas ordens dadas a Hamilton para que deixasse o italiano Jarno Trulli, da Toyota, ultrapassá-lo com o safety car na pista durante o Grande Prêmio da Austrália.

 

As gravações das conversas entre equipe e piloto demonstraram que as ordens realmente existiram, o que levou os comissários a eliminá-lo da corrida. Mais tarde, o conselho mundial da FIA decidiu suspender a punição, que só seria aplicada em caso de reincidência.

 

Este caso, unido ao da espionagem a Ferrari - pelo qual a McLaren teve que pagar uma multa milionária -, fez com que Hamilton mostrasse certa decepção pelo excesso de política na Fórmula 1.

 

"Quero ser um piloto. Não estou neste esporte para ser um político. Costumava aproveitar a F-1 e me tiraram parte disso. Nunca imaginei que haveria tanta política quando cheguei aqui. Foi um choque", destacou.

O campeão do mundo reconheceu que "esta é a forma como a F-1 funciona, por alguma razão", e disse sentir saudades das categorias inferiores, "onde todo mundo está apenas para correr e as equipes não têm outro interesse".

Hamilton assegurou que todos estes episódios fora das pistas não afetaram sua atitude nas pistas: "Não permitirei que nada afete minha forma de pilotar, mas isto afeta a vida, sua maneira de ser", apontou.

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