Líder do PSDB quer veto ao tabaco na F-1

A decisão dos organizadores do GP do Brasil de liberar a publicidade de cigarros nos carros que disputam a corrida domingo e a tentativa do governo ?conciliar interesses? do esporte e da lei que restringe a propaganda repercutiu mal na Câmara dos Deputados. O líder do PSDB, Jutahy Júnior (BA), anunciou que vai entrar com ação por prevaricação contra o agente público que não cumprir a lei que proíbe a propaganda de cigarro em Interlagos durante o circuito de Fórmula 1. "Não há justificativa moral, técnica e jurídica para que a lei não seja respeitada. Só há um objetivo para desfazer essa lei: a motivação econômica e financeira", afirmou Jutahy.Ele disse "não acreditar" que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva edite uma medida provisória para liberar a propaganda do cigarro na F-1. "Nós enfrentamos um lobby poderosíssimo para aprovar a lei, considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das mais avançadas do mundo. O que o governo tem de fazer é cumprir a lei. Será que o governo não consegue resistir a uma pressão e vai desrespeitar a lei?", disse Jutahy.O líder do PSDB disse ainda que as autoridades públicas não apenas devem punir quem descumpre a lei, mas adotar uma ação preventiva, impedindo que a lei seja descumprida. "Não cabe apenas multar posteriormente, mas impedir a realização do evento", disse o tucano.Jutahy Júnior foi o relator do projeto que proibiu a propaganda de cigarros no país quando a proposta foi aprovada pela Câmara. Ele lembrou que a lei estabeleceu dois anos de prazo para que os organizadores de eventos se adaptassem às regras, contra posição defendida do então deputado Aloizio Mercadante (PT-SP), hoje líder do governo no Senado, que queria a entrada em vigor imediatamente da proibição.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.