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Lojas das escuderias fazem a festa

No primeiro dia de treinos livres para o GP do Brasil de F-1, no domingo, em Interlagos, o público aproveitou a ?calmaria? para gastar dinheiro nas lojinhas que vendem acessórios e roupas das escuderias. A loja mais concorrida era a da Ferrari, que vendeu dezenas de jaquetas de tactel ao salgado preço de R$ 750. "O público gosta mais da jaqueta amarela", contou uma vendedora. Bonés e camisetas também saíram bastante (R$ 60 e R$ 80, respectivamente). O casal holandês Peter e Trudy Kligs estava vestido da cabeça aos pés de Ferrari. "Somos loucos por F-1 e, claro, pela Ferrari", disse Peter que comprou um casaco vermelho (R$ 250) para a mulher que completou 50 anos hoje. A viagem ao Brasil também faz parte do presente. "Esta é a primeira vez que visitamos o Brasil. Gostamos muito", falou Trudy. Eles estão no Brasil há duas semanas e já visitaram o Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu. Como moram em Huijbergen, uma cidadezinha de 1.200 habitantes, no sul da Holanda, ele vão sempre ao GP da Bélgica. "Há sete anos acompanhamos a F-1", contou Peter. O ídolo dos dois é o ex-piloto francês Alain Prost, dono de quatro títulos mundiais. "Depois dele, vem o Senna. Se ele estivesse aqui hoje, venceria a corrida. Fomos ao Senna Experience, ficamos emocionados", disse Peter. Para quem torcem hoje? "Schumy, ele é o melhor. O Barrichello não tem chance", afirmaram. Outra loja com bastante movimento era a da equipe Williams, representada por Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher. Camisetas a R$ 140 se esgotaram logo, assim como os bonés a R$ 60. Do lado de fora, na Avenida Interlagos, os camelôs aproveitaram para faturar. Com preços mais acessíveis eles fizeram a festa. Os bonés ´piratas´ da Ferrari eram vendidos a R$ 15 e até R$ 10. Nas arquibancadas, o vermelho tomou conta da torcida brasileira. Houve até uma ´chuva de copos´ contra dois argentinos que provocaram os brasileiros com uma bandeira nas cores da bandeira Argentina (azul e branca): "Schumy, let´s go for the 8º. Rubinho, la plata." Foram vaiados, mas não ligaram. A cada passagem de Michael Schumacher na reta dos boxes eles levantavam o braço. Nos prédios do conjunto habitacional Cingapura, na Avenida Interlagos, os moradores se debruçaram nas janelas. Mas não conseguiram ver nada, em razão de um camarote que foi armado bem em frente. "Só de ouvir o barulho dos carros já está bom", gritou José Pereira, do segundo andar.

Agencia Estado,

22 de outubro de 2004 | 18h13

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