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María de Villota, uma mulher na Fórmula 1

A espanhola de 31 anos fez testes de 300 quilômetros com o modelo R29 da Renault

estadão.com,

22 de agosto de 2011 | 13h42

SÃO PAULO - A Fórmula 1 volta a ensaiar a possibilidade de ter uma mulher no grid. Trata-se da espanhola María de Villota Comba, de 31 anos, que já correu na F-3000 europeia e na P. Palmer. Ela foi procurada pela Renault para fazer uma série de testes com o modelo R29, de 2009. Está empolgada.

“Nem tive tempo de pensar direito no convite. Fiz uma série de teste e andei 300 quilômetros no circuito de Paul Ricard. É um sonho de qualquer piloto ter uma oportunidade como essa”, disse María ao Marca, da Espanha.

María comentou que seu agente está diretamente em contato com Bernie Ecclestone, o todo poderoso da Fórmula 1.  Ecclestone quer ver uma mulher na categoria como estratégia para aumentar a audiência e despertar o interesse de um público diferente, o feminino e o mais jovem. Também vislumbra oportunidades comerciais nisso.

A última vez que a Fórmula 1 teve uma mulher na pista foi na temporada de 1992, quando Ayrton Senna ainda era vivo. A italiana Giovanna Amati dirigiu um Brabham. Ela participou de três Grandes Prêmios, mas em nenhum deles conseguiu classificar seu carro para o grid.

Antes de Giovanna outras quatro mulheres correram na categoria. A pioneira foi a também italiana Maria Teresa de Filippis (1958 e 1959). Depois veio Lella Lombardi, também da Itália, nos anos de 1974 a 1976. Teve ainda a britânica Divina Galica (1976 e 1978) e a sul-africana Desiré Wilson (1980).

 Mária é filha de Emilio de Villota, que correu na categoria nos anos 70. “Nossa relação com a Renault é  boa e eles nos deram esta oportunidade. Eu tenho a determinação de estar na Fórmula 1 e estamos dando os primeiros passos”, disse.

A Renault ficou animado com a ideia de ter uma mulher em seus carros. “Ficamos animados em oferecer a María a chance de pilotar o R29. Estamos orgulhosos de oferecer nossa habilidade para contatar novos talentos. María fez exatamente o que esperávamos dela”, disse o chefe de equipe Eric Boullier.

Não será tão fácil assim. A idade, de 31 anos, e o fato de María não disputar campeonatos há dois anos reduzem a chance de ela correr na categoria.

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