Marta: "Interlagos ficará um brinco"

Marta Suplicy promete deixar o autódromo "um brinco" em 2002. Consciente da importância do Grande Prêmio do Brasil para a cidade, a prefeita de São Paulo disse que reformas serão feitas em Interlagos e insinuou neste domingo que as reclamações de equipes quanto à segurança e as condições do circuito poderiam ser boicote por parte de pessoas "invejosas" e que estariam interessadas em tirar o evento da cidade. "Muita gente gostaria que o GP fosse em outro lugar do mundo. Há uma disputa muito grande nesse sentido", disse Marta.Segundo ela, foram feitos muitos elogios quanto ao esquema de trânsito para o acesso ao autódromo e ao serviço dos hotéis e restaurantes da capital. A Interpro informou que 14 mil turistas estrangeiros vieram a São Paulo para acompanhar o GP. De acordo com o senador Eduardo Suplicy, marido da prefeita, "não havia uma vaga de hotel num raio de 100 quilômetros" do autódromo.Tanto a administração municipal como a organização do evento passaram a manhã deste domingo tentando amenizar as críticas que vinham sendo feitas ao GP. A prefeita disse ter dúvidas quanto ao roubo de sete laptops da equipe Jaguar e de oito rodas no box da Minardi. Neste domingo circularam boatos no autódromo de que os computadores da Jaguar teriam sido encontrados e que as rodas, esquecidas na Malásia, nem teriam chegado ao Brasil.Pessoas ligadas à organização da prova afirmavam que não havia provas de que os roubos realmente aconteceram. "Pelo que fui informada, as rodas teriam ficado na Malásia", afirmou Marta Suplicy. As equipes desmentiram que os equipamentos tivessem sido encontrados. Viviane Dias Vicente, delegada da Polícia Civil de plantão no autódromo, reconheceu que a segurança na parte de trás dos boxes é precária e mostrou aos integrantes da equipe Jaguar e seguranças que estavam de plantão na noite do acontecido, na quinta-feira, fotos de integrantes de um quadrilha especializada em roubo de laptops em São Paulo. Ninguém foi reconhecido.O autor das maiores críticas ao autódromo de Interlagos, o mexicano Jo Ramirez, coordenador da equipe McLaren, reforçou suas críticas neste domingo e disse que as reclamações que fizera e que foram publicadas pela Agência Estado repercutiram entre as equipes. "O pessoal das outras escuderias me cumprimentou. Eles disseram que tudo o que eu disse era verdade e era o que pensavam". Ramirez reclamou da ausência de escritórios para as equipes, das goteiras nos boxes, da precariedade dos estacionamentos e da distância entre o pit lane e o local de estocagem do combustível para as equipes.

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