Mark Dadswell/Reuters
Mark Dadswell/Reuters

Marussia evita garantir estreia nos treinos de sábado na Austrália

Equipe fechou as portas em dezembro pela falta de recursos

Estadão Conteúdo

13 Março 2015 | 16h58

Não foi a "estreia" que a Marussia esperava. Após fechar as portas no fim do ano passado e lutar para fazer seu retorno à Fórmula 1, a equipe não conseguiu ir para a pista nesta sexta-feira na abertura do GP da Austrália, em Melbourne. Com problemas no motor Ferrari, ficou de fora das duas primeiras sessões de treinos livres e ainda não sabe se disputará o terceiro treino e a classificação, neste sábado.

A ausência, no entanto, não desanimou o time. "Tivemos que superar numerosos obstáculos para chegar ao GP da Austrália. Mas o desafio não acabou com nossa chegada aqui", declarou o chefe de equipe, John Booth.

O dirigente não demonstrou surpresa com os problemas no carro. "Este é efetivamente o nosso primeiro dia de testes. Os sistemas que operam estes carros são incrivelmente complexos. E esta é a primeira vez que conseguimos iniciar o processo de juntar todos os elementos para operar todo o pacote do carro", minimizou Booth.

Um dos estreantes da F1, o piloto Will Stevens pediu paciência à equipe. "É incrível podermos estar aqui em Melbourne. Diante dos desafios que enfrentamos nas últimas semanas, chegar aqui já é uma conquista fantástica. Nunca poderá ser fácil colocar os carros na pista pela primeira vez", afirmou.

As dificuldades da Marussia se devem aos graves problemas financeiros enfrentados pela equipe no fim do ano passado. Sem dinheiro, o time perdeu as últimas três corridas do ano e chegou a fechar as portas da fábrica.

Neste ano, porém, novos investidores permitiram seu retorno à F1. Mas o time demorou para recompor seu estafe e parte técnica. Assim, ficou de fora das três baterias de testes da pré-temporada. A falta de testes levou a equipe a ter problemas neste primeiro dia de trabalhos na Austrália.

Mais conteúdo sobre:
Fórmula 1 GP da Austrália Marussia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.