Marussia lembra 9º lugar de Bianchi em Mônaco e admite fim de semana emocionante

Com Jules Bianchi ainda se recuperando de lesões na cabeça em um hospital, o GP de Mônaco, neste fim de semana, será de tristeza e boas recordações para a Marussia. Foi nesta prova no ano passado que o piloto francês conquistou um nono lugar, o melhor resultado na curta história da equipe.

Estadão Conteúdo

20 de maio de 2015 | 13h17

Poucos meses depois, Bianchi estava lutando por sua vida depois de um terrível acidente no GP do Japão, em outubro. Ele começou a mostrar sinais de recuperação no mês seguinte, quando deixou o estado de coma artificial, sendo levado do Japão para um hospital em Nice, na França, próximo, portanto, do GP de Mônaco. Mas seu estado de saúde ainda é crítico.

"É uma ocasião muito especial para todo o esporte (o GP de Mônaco), mas para a nossa equipe carrega um significado ainda maior à medida que lembramos a cena de tanta alegria de 12 meses atrás, quando Jules fez nossos primeiros pontos no campeonato", disse o chefe da equipe, John Booth. "Isso foi incrível, um dia inesquecível e é muito importante para todos na equipe que honremos o que Jules alcançou para nós".

O nono lugar de Bianchi rendeu dois pontos para a Marussia e garantiu a mesma colocação no Mundial de Construtores, o que rendeu uma considerável receita financeira. E isso foi um fator-chave para permitir a volta da equipe à Fórmula 1 em 2015, depois de deixar o campeonato do ano passado antes do fim por problemas financeiros.

"É uma grande parte da razão que voltamos a correr", disse Booth. "Por consequência, apesar de nossa óbvia tristeza, este fim de semana vai ser de lembrança e de celebrar o que foi um marco muito importante na história da equipe e que foi, acima de tudo, uma ótima performance de corrida de Jules".

Em 5 de outubro, durante o GP do Japão, Bianchi saiu da pista e acabou atingindo com a cabeça o guindaste que retirava a Saber do alemão Adrian Sutil, que havia se acidentado no mesmo setor do circuito de Suzuka na volta anterior. O trecho estava em bandeira amarela, mas isso não evitou o grave acidente do piloto francês.

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