Massa e Hamilton em guerra psicológica no treino livre

Brasileiro e inglês, que disputam o título mundial, vão para a pista em busca do simbólico melhor tempo

Milton Pazzi Jr e Thiago Arantes - estadao.com.br,

30 de outubro de 2008 | 20h59

SÃO PAULO - As duas seções de treinos livres do GP do Brasil de Fórmula 1 nesta sexta-feira, a partir das 10 e 14 horas, devem exibir as estratégias de Lewis Hamilton e Felipe Massa para a corrida de domingo, pela disputa de título. A expectativa é de que ambos façam do primeiro ensaio uma guerra até psicológica, brigando pelo simbólico melhor tempo.Veja também:Clima amistoso no 1.º encontro entre Massa e HamiltonMassa reconhece que sua Ferrari não anda bem na chuva Hamilton descarta comparação com disputa de 2007  Blog do Livio Oricchio: Notícias e bastidores da F-1  Vote: quem leva o título da F-1: Hamilton ou Massa?  Classificação do Mundial de Pilotos e de Construtores  Neste cenário, quem terá papel fundamental na disputa serão Kimi Raikkonen e Heikki Kovaleinen, companheiros dos candidatos ao título. O finlandês da escuderia italiana diz que está aí para ajudar, mas não soube de antemão imaginar o cenário para esta sexta. "Eu trabalho para a equipe e quero ajudar a Ferrari a ser feliz".Kovalainen, que acabou ofuscado por Hamilton durante a temporada, já avisou que o apoio ao companheiro será total e irrestrito. Mesmo que implique trocar posições durante a prova. "É algo comum e não tenho de me envergonhar por causa disso". Para ter a chance de ajudar o colega de McLaren, o finlandês conta com um bom acerto do carro na sexta, que lhe permita largar bem no sábado. "O objetivo é sair na primeira fila, ou o mais próximo possível dela".Para Nelsinho Piquet, os treinos livres irão servir para acelerar a adaptação à pista. "Corri aqui apenas uma vez, em 2005, de Aston Martin, com meu pai. Chego aqui da mesma forma que cheguei à Austrália ou à China, sem conhecer a pista", afirmou o brasileiro da Renault.Na opinião de Fernando Alonso, o trabalho da equipe francesa será facilitado pelo fato de não haver pressão sobre os pilotos. "Para mim, não há mais o que buscar no Mundial de Pilotos. E nossa posição nos Construtores já está garantida. Vamos correr sem pressão", disse o espanhol. Mesmo assim, o bicampeão foi realista. "Se tudo der certo, ficaremos atrás de Ferrari e McLaren. Mas se eles tiverem problemas, podemos chegar ao pódio."Na Red Bull, o assunto do momento é a despedida de David Coulthard, que vai se aposentar após 15 temporadas na categoria. O escocês disse ainda não sentir nada especial pelo fato de ser sua última prova, mas tem consciência de que as emoções começarão a aparecer. "Acho que só vou sentir para valer no domingo, quando sair do carro e perceber que uma parte da minha vida acabou."

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