Massa reclama de azar na corrida

Além do desempenho irrepreensível de Rubens Barrichello, o GP da Hungria teve dois outros destaques: o também brasileiro Felipe Massa, da Sauber, e o finlandês Kimi Raikkonen, McLaren, dois representantes da nova geração que em breve vai estar na luta por títulos e substituindo os atuais ídolos no coração da torcida. "Que azar, se eu tivesse gasolina para ficar mais uma volta na pista, antes do segundo pit stop (53.ª volta), eu teria saído na frente do Fisichella e faria um ponto", afirmou Massa. Ele terminou em sétimo. Já na largada o piloto da Sauber deu mais uma mostra da sua competência, cada vez mais evidente, ainda que lhe falte controlar ainda um pouco seu elevado arrojo e coragem, ao frear mais tarde de todos no fim da reta e ganhar duas posições. Massa completou a primeira volta na quinta colocação, atrás de Rubens Barrichello e Michael Schumacher, da Ferrari, Ralf Schumacher, Williams, e Giancarlo Fisichella, Jordan. Ele só concluiu a prova em sétimo porque os dois pilotos da McLaren, Kimi Raikkonen e David Coulthard, o ultrapassaram na operação do segundo pit stop, já no terço final da corrida. "Eles me deixaram para trás nos boxes porque na pista não iriam conseguir de forma alguma", disse Massa, frutrado com o resultado. Ainda havia a possibilidade de ser o sexto colocado se ao retornar à pista, depois da segunda parada, não tivesse saído quase lado a lado com Fisichella. "Eu ainda tentei a manobra mas estava com pneus frios e ele vinha no embalo", explicou. "Mais um pouquinho e eu sairia na frente dele e aí ele não me passaria mesmo." O piloto da Sauber viajou hoje mesmo para a Áustria onde junto do companheiro, Nick Heidfeld, nono hoje, se submeterão a intenso trabalho de preparação fisica. Kimi Raikkonen vem demonstrando a cada prova que pode substituir Mika Hakkinen, na McLaren, com a mesma eficiência. Hoje ele largou em 11.º, ultrapassou espetacularmente Juan Pablo Montoya, da Williams, por fora, nas curvas 2 e 3, além de outros adversários ao longo das 77 voltas, e obteve excelente quarta colocação. "Foi uma pena termos nos classificado tão mal no sábado. O carro estava excelente na corrida e nossa estratégia funcionou com perfeição." O finlandês contou que tinha mais gasolina do normal no tanque para permanecer na pista quando os que estavam à frente fizessem seu pit stop. "Pude impôr o meu ritmo e descobri que realmente era rápido." O forte calor favoreceu o desempenho dos pneus Michelin da McLaren, que se adapta melhor a essa condição. Sábado, na definição do grid, a temperatura estava mais amena. Foi de Raikkonen a terceira melhor volta do GP da Hungria, 1min16s926, na 54.ª passagem, a apenas 35 centésimos da volta mais rápida de Barrichello. A McLaren deu a nítida impressão de que se tivesse largado na segunda fila, por exemplo, em vez da quinta, poderia dificultar a vitória da Ferrari, porém dificilmente impedi-la. Ao menos seria maior adversária que foi a Williams.

Agencia Estado,

18 Agosto 2002 | 15h05

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