Miguel Costa Jr./Divulgação - 9/03/2013
Miguel Costa Jr./Divulgação - 9/03/2013

Massa responsabiliza CBA pela possível falta de brasileiros na F-1

O brasileiro ainda não sabe se permanecerá na Ferrari e afirma que a Confederação Brasileira de Automobilismo atrapalha a formação de corredores

Livio Oricchio, enviado especial, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2013 | 14h46

BUDAPESTE - Felipe Massa criticou duramente os dirigentes do automobilismo brasileiro nesta quinta-feira, no circuito Hungaroring. Se a Ferrari não renovar o seu contrato, suas chances de permanecer na categoria são pequenas. Para competir em outra equipe, sem chance de ganhar, ele não quer. "Só mesmo se for competitiva, caso contrário não me interessa." E nesse caso a esperança de o Brasil ter pelo menos um piloto no Mundial, como ocorre desde 1970, seria Felipe Nasr ser contratado por algum time. Nasr, talentoso brasiliense de 20 anos, é o vice-líder da GP2, categoria que mais fornece pilotos para a Fórmula 1. Ele disputa na Hungria a sétima etapa do campeonato.

"Nars é o único com chance de estrear na Fórmula 1. Depois dele não há mais ninguém por pelo menos cinco anos", afirmou Massa, em tom de revolta. "As pessoas que trabalham no automobilismo brasileiro não sabem direito o que fazem." Essa foi sua reação ao lhe perguntarem se acompanha os problemas para a realização do Campeonato Brasileiro de Kart, na cidade de Eusébio, região metropolitana de Fortaleza. O asfalto do kartódromo está se soltando. Treinos foram cancelados e até o evento corre sério risco de também não acontecer.

"Estou acompanhando tudo, sim. E não me surpreendo. Eu criei uma categoria, tentei formar pilotos e só perdi dinheiro. Faz tempo que a nossa federação (Confederação Brasileira de Automobilismo) atrapalha a formação de pilotos. Temos um problema sério e há muito tempo."

O Brasil tem três jovens pilotos na Fórmula Renault 3.5, competição que junto da GP2 mais bem forma os pilotos para chegar à Fórmula 1. São eles: Pietro Fantin, Lucas Foresti, André Negrão e Yann Cunha. Mas eles ainda não estão preparados para enfrentar os desafios da categoria. E por alguns saltarem etapas importantes da sua formação como pilotos, talvez nem atinjam o estágio necessário para uma participação com chances de bons resultados na Fórmula 1.

Assim, tudo se concentra em Felipe Nasr. Se esse for mesmo o desfecho da história, o Brasil contar apenas com Nasr na Fórmula 1 em 2014, essa jovem promessa terá de se estruturar muito bem emocionalmente para conviver com o nível de expectativa que será criada ao seu redor.

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