Max Rossi/Reuters
Max Rossi/Reuters

Massa terá conversa decisiva com presidente da Ferrari

Montezemolo afirmou, em Monza, que equipe está em condições de definir o companheiro de Alonso

LIVIO ORICCHIO - ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S. Paulo

08 de setembro de 2013 | 13h23

MONZA - Felipe Massa disputou boa corrida neste domingo, em Monza, ao terminar a corrida na casa da Ferrari na quarta colocação, posição que largou. Sua largada foi espetacular. Na saída da primeira chicane já estava em segundo lugar. Depois facilitou a ultrapassagem do companheiro de equipe, Fernando Alonso, quinto no grid, e perdeu o terceiro e último lugar no pódio na operação de pit stop para Mark Webber, da Red Bull. 

Mas o mais importante não só para Massa como para o futuro do Brasil na Fórmula 1 será a reunião que terá nos próximos dias com Luca di Montezemolo, presidente da escuderia italiana. No fim de semana, em Monza, o dirigente afirmou: "Estamos, agora, em condições de definir o nosso outro piloto". Massa é um dos candidatos. Mas Kimi Raikkonen, da Lotus, ou Nico Hulkenberg, Sauber, parecem ter a preferência de Montezemolo e Stefano Domenicali, diretor da Ferrari.

Se Massa for preterido, a ordenação atual entre pilotos e equipes sugere não haver lugar para ele mais na Fórmula 1. Como a Fórmula 1 tem lógica própria, contudo, não é possível afirmar que Massa não vai necessariamente ter de deixar a competição. Felipe Nasr, brasileiro da GP2, quarto colocado agora no campeonato, depois de não marcar pontos em Monza, também ficou longe da Fórmula 1.

Massa falou neste domingo depois da corrida sobre o seu futuro e o que pode representar para o Brasil a nação ficar sem representante na Fórmula 1. "Ele (Montezemolo) não havia anunciar nada sem antes falar comigo, com certeza. Acredito que vai me chamar, vamos conversar." O encontro desse ocorrer em Maranello nos próximos dias.

"Veremos o que vai acontecer. Gosto muito da Ferrari. E os outros times me conhecem também, sabem o que posso fazer. A semana será realmente importante. O que posso dizer é que não há ainda nada certo", comentou Massa. 

"Montezemolo me conhece 100%, o meu talento, e sabe que a experiência será muito importante em 2014, quanto tudo vai começar do zero." Massa falou mais: "A equipe sabe do que sou capaz, conhece meu trabalho no desenvolvimento do carro".

Desempenho convincente como no GP da Itália, comentou Massa, ajuda ao grupo lembrar que quando nada de anormal acontece obtém bons resultados. Os 12 pontos do quarto lugar somados aos 18 da segunda colocação de Alonso levaram a Ferrari de volta à vice-liderança do Mundial de Constutores, ultrapassando a Mercedes. A diferença entre ser terceiro e segundo nessa competição significa receber da Formula One Management (FOM) cerca de US$ 20 milhões (R$ 44 milhões) a mais ou a menos no fim da temporada.

Se a Ferrari não renovar com Massa, ele não assinar com outra equipe e Nasr também não conseguir estrear na Fórmula 1 em 2014, o que representará para o Brasil ficar fora da competição depois de ter pelo menos um piloto desde 1970, quando Emerson Fittipaldi estreou, pela Lotus, no GP da Brã-Bretanha, em Brands Hatch?

Massa respondeu: "Quem sabe não é a hora de o Brasil começar do zero de novo, repensar tudo, desde o kart. As empresas investirem no automobilismo, a federação (CBA). Venezuela, México, Espanha têm pilotos na Fórmula 1 por causa de programas de investimento de empresas. É um momento importante para isso".

Na sua visão, porém, não é o que vai acontecer no Brasil, mesmo sem piloto na Fórmula 1. "Falta cair a ficha para as pessoas enxergarem o que é preciso fazer para ajudar a formar pilotos."

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