McLaren condena declarações da polícia italiana

Em nota, escuderia afirma que não existe mais nenhuma 'nova prova' no escândalo de espionagem

REUTERS

29 de fevereiro de 2008 | 14h46

A McLaren condenou os comentários feitos pela polícia italiana de que investigadores tinham recolhido junto à equipe provas importantes que incriminariam a escuderia no escândalo de espionagem da Fórmula 1 no ano passado. "A McLaren Racing deseja registrar seu extremo descontentamento com as reportagens sobre um comunicado que a polícia italiana teria divulgado na quarta-feira", disse a equipe italiana em nota oficial nesta sexta-feira. "Se essas reportagens realmente refletirem o comunicado da polícia, esse comunicado está grosseiramente inadequado e sem sentido." Executivos da McLaren, incluindo o chefe da equipe, Ron Dennis, e o presidente, Martin Whitmarsh, foram interrogados na Grã-Bretanha, na quarta-feira, como parte do inquérito judicial sobre a posse não autorizada de dados da Ferrari pela McLaren na temporada passada. O escândalo custou à McLaren o título do Mundial de Construtores. A equipe foi excluída do campeonato por equipes e ainda recebeu multa de US$ 100 milhões. O comunicado de quinta-feira da polícia italiana disse que o material recolhido da equipe "vai se encaixar no quadro geral das provas" do qual "claramente emerge a responsabilidade da administração e de alguns técnicos de alto escalão da McLaren". A McLaren disse que isso está errado. "Na verdade, a polícia italiana ainda não recebeu acesso a nenhum material apreendido, nem mesmo começou a revisão desse material", disse a equipe na nota. "Nós ficaríamos extremamente surpresos se a revisão dos documentos revelasse qualquer coisa que ainda não tenha sido revelada, como resultado de uma extensiva investigação que já vem sendo realizada." Giuseppe Tibis, promotor da província de Modena, onde fica a sede da Ferrari, é o responsável pela investigação judicial que levou aos fatos de quarta-feira. A Ferrari acusa seu ex-engenheiro Nigel Stepney de ter enviado informações da equipe ao projetista da McClaren Mike Coughlan, que foi suspenso em julho pela equipe depois que um dossiê com informações técnicas da Ferrari foi achado em sua casa, na Inglaterra.

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