McLaren inaugura seu centro tecnológico

Agora, quem sabe Ron Dennis, sócio e diretor da McLaren, pare de pensar na sua menina dos olhos, o centro tecnológico da equipe, inaugurado nesta quarta-feira em Woking, ao sul de Londres, com a presença até da rainha Elizabeth II. A Mercedes, embora não publicamente, credita parte da mais séria crise do seu time à concentração de Ron Dennis no projeto do centro, deixando em segundo plano o Mundial de Fórmula 1. ?Esta obra servirá como um incentivo para atrair e manter os maiores talentos da engenharia e voltá-los para o futuro?, disse Ron Dennis. O problema da McLaren, no entanto, está no presente. Com quatro etapas disputadas este ano, marcou 5 pontos, diante de 82 da Ferrari. Por conta do pior desempenho da sua história desde a estréia na Fórmula 1, no GP de Mônaco de 1966, a McLaren viu o diretor-técnico da Sauber, sempre uma escuderia média da F1, afirmar nesta quarta-feira que sua meta, agora, é superar a McLaren, quinta colocada. A Sauber é a sexta entre os construtores, com 3 pontos.Se Ron Dennis teve acesso às declarações desta quarta-feira de Jean Todt, diretor-esportivo da Ferrari, pode ter-se animado um pouco. O francês afirmou: ?Mais cedo ou mais tarde a Ferrari enfrentará também um período de declínio. Hoje, porém, servimos de referência para as outras equipes.? O principal piloto de Todt, Michael Schumacher, foi criticado, na Europa, por ?desprezar? certos números da Fórmula 1. Sempre que lhe perguntam sobre estatísticas, como o que significava se aproximar do recorde de 9 vitórias seguidas de Alberto Ascari, entre 1952 e 1953, Schumacher diz: ?Não tem importância alguma para mim.?

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