McLaren pode se dividir em duas escuderias para evitar multa

Rivais também se separariam: Alonso correria na Mercedes, enquanto Hamilton se transferiria para a Prodrive

Efe,

02 de outubro de 2007 | 09h37

A escuderia inglesa McLaren poderá ser extinta se for comprada pela Mercedes, que já possui 40% das ações. Isso, porém, só aconteceria se o projeto Prodrive (escuderia que teria carros idênticos aos da equipe inglesa), for levado adiante por Ron Dennis e Martin Whitmarsh em 2008. Veja também: Classificação do Mundial Leia mais no Blog do Lívio Com a ação, que está sendo estudada, e o desaparecimento da McLaren, poderia ser evitado o pagamento de parte da multa de US$ 100 milhões (cerca de R$ 180 milhões) imposta pelo Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) à escuderia por espionagem. Com a divisão, seus dois pilotos também seriam separados: o inglês Lewis Hamilton iria para a Prodrive e o espanhol Fernando Alonso ficaria na Mercedes. A solução pode ser muito positiva para um dos principais patrocinadores da escuderia, o Banco Santander, que poderia continuar apoiando a Mercedes, com os espanhóis Fernando Alonso e Pedro de la Rosa. Já a Prodrive, com Lewis e outro piloto inglês, exibiria a marca do Abbey Bank, propriedade do Santander. O pagamento dos US$ 100 milhões da multa será deduzido dos prêmios que correspondiam à McLaren pela conquista do Mundial de Construtores. No entanto, ainda faltariam cerca de US$ 35 milhões (cerca de R$ 66 milhões), que poderiam ser economizados com a extinção da McLaren, que no ano passado comemorou 40 anos de criação, o que a torna a escuderia mais antiga depois da Ferrari. Todavia, as escuderias Ferrari, BMW e Williams se uniram em oposição à participação da Prodrive. Para elas, a nova equipe não poderia somar pontos no Mundial de Construtores, já que não é um deles, nem receber prêmios em dinheiro, pelo mesmo motivo. A definição dos conceitos de construtor e participante está adiando a redação do novo "Pacto da Concórdia", que rege os acordos econômicos das equipes e que poderia ser substituído pela prorrogação das regras atuais por mais um ano. A participação da Prodrive no Mundial de Fórmula 1 deveria ter sido anunciada oficialmente em julho, coincidindo com a disputa do Grande Prêmio da Inglaterra, mas, enquanto o Pacto não for regulamentado, o projeto não terá aprovação definitiva.

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