McLaren quer corrida sem qualquer emoção no Brasil

Inglês Lewis Hamilton pode chegar até em quinto lugar, mesmo com Felipe Massa ganhando a corrida

Alan Baldwin, Reuters

20 de outubro de 2008 | 12h44

A McLaren deseja que o GP do Brasil, o último da temporada, seja o mais tedioso possível a fim de garantir que Lewis Hamilton conquiste o primeiro título mundial da equipe em nove anos. O inglês dominou de ponta a ponta o GP da China, nesse domingo, em Xangai, e abriu uma vantagem de sete pontos em relação ao brasileiro Felipe Massa, da Ferrari. Se Hamilton, de 23 anos, terminar entre os cinco primeiros colocados em Interlagos, em 2 de novembro, se tornará o piloto mais jovem a sagrar-se campeão da Fórmula 1. E, de quebra, dará à McLaren seu primeiro título desde 1999, quando a equipe viu Mika Hakkinen terminar a temporada em primeiro lugar. A escuderia encontra-se 11 pontos à frente da Ferrari na corrida dos construtores, com 18 pontos no máximo a serem conquistados no Brasil. Mas o chefe da McLaren, Ron Dennis, deixou claro que essa era uma preocupação secundária. "Toda a equipe terá o desafio de fazer o que for necessário e de não cometer erros. Acho que todos nós teremos uma corrida emocionante. Mas nosso objetivo será fazer com que a prova seja entediante para todo mundo", afirmou Ron Dennis, o chefe da McLaren.     SENNA, HAMILTON E MASSA Massa conquistou a pole position nas últimas duas edições do GP do Brasil e teria vencido em Interlagos por dois anos consecutivos se não tivesse dado o primeiro lugar para Raikkonen, em 2007, permitindo que o finlandês derrotasse Hamilton por apenas um ponto na classificação geral. O inglês enfrentou dificuldades na corrida do ano passado, quando um problema no câmbio derrubou-o para o 18.º lugar, antes de ele terminar a prova em sétimo. Hamilton, que seria o primeiro britânico a conquistar o título da Fórmula 1 desde Damon Hill (em 1996), afirmou no site dele, na segunda-feira, que qualquer coisa pode acontecer. "Em termos de preparação, eu tenho de olhar as coisas de forma realista e ter em mente que viveremos um outro fim de semana de esforço máximo, eu e a equipe", disse Hamilton. "Eu ainda não posso ver nada como garantido: ainda preciso fazer uma volta de classificação forte, ser competitivo durante a corrida e evitar ficar pelo meio do caminho." O inglês, cujo herói de infância é o brasileiro Ayrton Senna, disse que Massa também sentiria o peso da expectativa em uma corrida que pode fazer dele o primeiro campeão do Brasil na Fórmula 1 desde 1993, quando Senna conquistou seu último título. "Eu sei que Felipe tem muito orgulho de ser brasileiro e que ele chegará empolgado para correr diante de sua torcida. E isso dá a um piloto uma confiança maior e uma força mental maior para todo o fim de semana", afirmou. "Mas isso significa uma pressão extra também. Ele sabe que estará lá com a obrigação de sair-se bem diante da torcida e de não enviá-la para casa de mãos vazias."

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