McLaren se anima, mas não se ilude

A McLaren teve hoje, enfim, um dia de alegria, depois dos fracassos nos GPs da Austrália e da Malásia. Mas continua cautelosa. A equipe não se ilude com o desempenho de David Coulthard, o mais rápido dos treinos livres com 1min15s220. Coulthard superou em 1s709 o tempo de Michael Schumacher, da Ferrari, terceiro colocado hoje, e em 1s004 a marca de Jarno Trulli, da Jordan. A McLaren sabe que amanhã, na sessão de treinos oficiais, Schumacher é o favorito à pole. "Não sei o quanto, mas acredito que estaremos próximos de nossos principais concorrentes neste final de semana", disse Coulthard. "O desempenho do carro está muito melhor que na Malásia." A equipe não confirma, mas os carros do escocês e de seu companheiro de equipe, o finlandês Mika Hakkinen, quinto mais rápido no treino livre de hoje com 1min16s882, sofreram modificações aerodinâmicas e nas suspensões desde o GP da Malásia. Essa evolução, como Coulthard reconhece, pode não ser suficiente para bater as Ferrari de Schumacher e Barrichello, mas serviu ao menos para animar a equipe. Na quinta-feira, o coordenador da McLaren, o mexicano Jo Ramirez, dissera que a equipe não encontrara o acerto ideal do carro na Malásia. E temia que o mesmo se repetisse em Interlagos. Hoje, o ambiente era outro. "Claramente estamos na direção certa", disse o chefe Ron Dennis. "A equipe está muito concentrada e vamos continuar trabalhando duro". Para conseguir ao menos elevar o ânimo do time, Coulthard e Hakkinen tiveram de suar o macacão. Na primeira hora de treino livre, hoje pela manhã, Coulthard e Hakkinen rodaram. Eles andavam no limite, enquanto Schumacher e Rubens Barrichello davam a impressão de não estar exigindo tudo de suas Ferrari. As condições da pista, muito ondulada em determinados pontos, também sacrificaram os pilotos. Após o treino da tarde, Coulthard passou cerca de 15 minutos circulando com uma bolsa de gelo presa à parte de trás do pescoço. "É até difícil descrever o quanto a pista está ondulada", disse Coulthard. "Você tem de lutar para manter a visão na direção correta". Hakkinen fez as mesmas críticas ao circuito. "Esse problema parece se agravar a cada ano."

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