McLaren tenta explicar novo vexame

Não adiantou muito a bronca coletiva que o presidente do grupo Daimler-Chrysler, Jürgen Hubbert, sócio da McLaren, deu nos integrantes da equipe McLaren, semana passada. Hoje, no GP da França, o time inteiro deu outro vexame. David Coulthard, por exemplo, que poderia ter sido até mesmo o segundo colocado, acabou em quarto. "Apertei o botão que desbloqueia o limitador de velocidade do carro ainda dentro da área de box", disse o escocês. Por ter excedido o limite de 80 km/h no seu primeiro pit stop, na 26.ª volta, ele recebeu um stop and go de 10 segundos. "Todos podem erram", disse Ron Dennis, diretor executivo e sócio da equipe. Mas o equívoco de seus mecânicos custou a Mika Hakkinen, companheiro de Coulthard, outro abandono antes mesmo de a competição começar. "É incrível, incrível mesmo o que está acontecendo comigo este ano", comentou o campeão do mundo de 1998 e 1999. "Montamos errado o câmbio do seu carro", explicou Dennis. Hakkinen ficou parado no grid do GP do Brasil, da Áustria, e agora na França. E Coulthard, também por falha do conjunto da McLaren-Mercedes, teve de largar em último nos GPs da Espanha e de Mônaco. "Foi uma pena porque nós estávamos competitivos hoje como não ocorria há muito", falou Coulthard. "O Mundial ainda não acabou", declarou referindo-se à vantagem de 31 pontos que Michael Schumacher, da Ferrari, abriu na classificação do campeonato (78 a 47). "A situação ficou bastante difícil mas não impossível de ser revertida. Restam ainda sete etapas." Apesar de afirmar que todos no seu time podem se equivocar, Dennis não gostou nada do erro de Coulthard, que o deixaria numa condição menos desfavorável no Mundial. "Podíamos até ter vencido a corrida não fosse o seu stop and go." O escocês respondeu: "O jeito é me concentrar para o GP de casa." A prova de Silverstone será dia 15. Se depois do péssimo desempenho da McLaren-Mercedes no GP da Europa, dia 24, em plena Alemanha, Hubbert criticou abertamente toda a sua organização, o que não fará agora? A Ferrari soma quase o dobro de pontos que a McLaren no campeonato dos construtores, 108 a 56 e, pior, o segundo lugar da McLaren começa a ser ameaçado por um concorrente poderoso este ano, a Williams. Se a BMW, sócia da Williams, ultrapassar a Mercedes, já na sua segunda temporada depois da volta à F-1, será um desastre para a empresa dirigida por Hubbert. O mercado europeu de veículos de série é sensível a essas conquistas nas pistas. O motor BMW é considerado, hoje, o mais eficiente da F-1, em quase todos os parâmetros de desempenho, resposta de potência, dirigibilidade, resistência, dimensões e consumo.

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