McLaren vai ao conselho da FIA para defender inocência

Equipe quer provar que não teve participação no esquema de espionagem que envolveu seu ex-chefe de design

25 de julho de 2007 | 19h01

A McLaren se reunirá nesta quinta-feira com o Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para demonstrar que não teve participação no escândalo de espionagem envolvendo seu ex-chefe de design (Mike Coughlan), que teria roubado informações dos carros da Ferrari. A escuderia McLaren estará representada pelo inglês Ron Dennis, diretor da equipe, e pelo seu chefe de operações, Martin Whitmarsh. Representarão a Ferrari o francês Jean Todt, diretor esportivo da equipe e também membro do conselho, e o advogado Massimiliano Maestretti. Também estará na reunião o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Paulo Enéas Scaglione, que compõem o conselho. Durante a audiência, será lida uma declaração de Mike Couhglan, afastado da equipe logo após a revelação do escândalo, um relatório apresentado pela McLaren em 20 de julho, outro de Charlie Whiting, responsável técnico da FIA, e as respostas a uma série de perguntas feitas às escuderias McLaren e Ferrari. Os 26 membros do conselho mundial - Todt não votará - decidirão, ao final da audiência, se punirão ou não a McLaren. O escândalo surgiu quando a Ferrari iniciou ações judiciais contra o engenheiro Mike Coughlan e sua mulher, Trudy. Ambos supostamente roubaram um documento de 780 páginas copiado numa loja perto da cidade inglesa de Woking, onde fica a sede da escuderia britânica. Um funcionário da loja de cópias avisou à Ferrari sobre o documento assim que percebeu que seu conteúdo era confidencial, segundo um advogado de Ferrari. Outro que perdeu seu cargo em razão do incidente foi Nigel Stepney, chefe de desenvolvimento da Ferrari. No início do mês, a FIA iniciou uma investigação sobre o fato depois de saber que o chefe de design da McLaren tinha recebido documentação secreta do técnico da Ferrari. A equipe inglesa disse depois que fez uma pesquisa interna, cujos resultados comprovaram que a informação não passara a outros membros de sua equipe, e que nenhuma propriedade intelectual de outro concorrente foi incorporada a seus carros.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.