McLaren, Williams e Honda vão à Justiça

A notícia surgiu semana passada: Ron Dennis, da McLaren, Frank Williams, da Williams, e os diretores da Honda, fornecedora de motores da BAR, pretendem processar ninguém menos de o presidente da FIA, o inglês Max Mosley. Motivo: Mosley teria antecipado à Ferrari e à Renault seu plano de adotar um motor a cada dois GPs em 2005 e a sua redução de 3,0 para 2,4 litros, bem como a substituição da arquitetura V-10 para V-8, a partir de 2006. Hoje Dennis, Williams e representantes da Honda se reuniram para definir a estratégia de ação. A história de que recorrerão à justiça procede mesmo. Segundo Dennis, o fato de a Ferrari e a Renault saberem antes o que Mosley pretendia impor à Fórmula 1 representou uma grande vantagem. Ambas já trabalham nesses programas. A ação conjunta de Ron Dennis e Frank Williams contra Max Mosley não é nova. Este ano, em fevereiro, depois de Mosley criar o parque fechado em seguida aos treinos classificatórios, proibir o reabastecimento do sábado para domingo e o sistema automático de largada, dentre outras mudanças, a dupla Dennis-Williams questionou a validade das alterações na justiça. Não deu em nada. As duas partes acabaram fazendo um acordo de cavalheiros a respeito das próximas mudanças. Tudo seria avisado com boa antecedência. Como se sentiram traídos nesse acordo, por Mosley ter, se for verdade a acusação, favorecido a Ferrari e a Renault, Dennis, Williams e agora a Honda tentarão levar Mosley, um advogado, aos tribunais. Ninguém na Fórmula 1 tem a menor idéia de como eles vão provar a acusação. No caso da McLaren, o que se fala na Fórmula 1 é que a ação tem muito mais a ver com o receio de fazer o motor Mercedes resistir dois GPs. Com um só, como nesta temporada, já está muito difícil, com dois em 2006 poderá ser um desastre ainda maior. Ninguém quis comentar nada hoje. E como o dia era de acusações, Jarno Trulli, da Renault, mais uma vez está procurando justificar sua falta de resultados nas últimas etapas com o desinteresse da equipe no seu trabalho. A partir de 2005 ele não estará mais no time francês. Deve correr pela Toyota. "Nossa escuderia tem de pensar que para manter-se em segundo no campeonato é preciso que os dois pilotos marquem pontos. As coisas não são as mesmas por aqui." Trulli dá a entender que como deixará a Renault, seu diretor geral, Flavio Briatore, o está prejudicando. "Eu não me preocupo comigo porque já fiz um acordo para o ano que vem e com gente séria", afirmou. Nas últimas seis corridas, Trulli marcou 10 pontos, enquanto nas 7 anteriores, chegou entre os 8 primeiros em todas. Já Alonso, que no início havia sido irregular, nas últimas etapas tem sido bastante eficiente. Vem, por exemplo, de dois pódios, terceiro na Alemanha e na Hungria, colocando-se em quinto no Mundial, a apenas um ponto de Trulli, 46 a 45.

Agencia Estado,

27 Agosto 2004 | 16h48

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.