Medo da prisão faz presidente da FIA mudar

O medo da prisão levou o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o inglês Max Mosley, a resolver trocar a Grã-Bretanha pelo Principado de Mônaco. O dirigente está preparando a mudança. A sua e a do escritório da FIA de Londres, que será fechado. A decisão é por causa das novas leis da União Européia, que facilita a extradição de pessoas residentes nos países membros que tenham problemas na Justiça.Como presidente da FIA, Mosley pode vir a ser responsabilizado caso aconteça algum acidente fatal - de piloto, integrantes de equipes e até mesmo de torcedores - dentro de algum autódromo durante corridas da Fórmula 1 realizado na Europa. E nesse caso, se o GP for em algum país da UE e um pedido de prisão for expedido, ele poderá ser preso, mesmo que esteja em outro território. Os outros dirigentes da FIA e os comandantes de equipes correm o mesmo risco.Mosley revelou ao jornal inglês The Times que foi aconselhado a transferir-se para Mônaco por seus advogados. E vai tentar convencer o delegado técnico da entidade, Charlie Whiting, a fazer o mesmo. "Discutimos esta legislação durante um tempo e, pela minha própria segurança, deverei viver em Mônaco enquanto estiver presidindo a FIA. Se a polícia precisar de um bode expiatório por algum acidente, pode vir atrás de mim ou do Charlie.??Enquanto isso, o diretor da Williams Patrick Head admitiu à imprensa alemã que Ralf Schumacher pode não ter seu contrato renovado em 2005. Ele alegou que a equipe precisará cortar custos e, se Ralf insistir em pedir um salário muito alto, será trocado por um piloto mais barato.

Agencia Estado,

01 de março de 2004 | 17h17

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