Mercado da Indy começa a esquentar

Apesar de a temporada da Indy mal ter ultrapassado a primeira parte, os fins de semana de GPs já estão registrando uma corrida paralela, que acontece no paddock e nos motorhomes das equipes: é a busca por uma vaga na próxima temporada. Pilotos que já estão na categoria, mas que tentam mudar de lugar, outros que pretendem entrar e empresários de todos são vistos a toda hora conversando com os homens que decidem, os donos e diretores das equipes.Ainda não estão claros os postos que ficarão disponíveis para 2002. Por isso, os interessados em um lugar "atiram para todos os lados??. No entanto, são boas as perspectivas de se abrirem uma vaga na Rahal, outra na Mo Nunn, e pelo menos mais uma na Chip Ganassi, onde está o brasileiro Bruno Junqueira.Atrás delas, correm desde pilotos que disputam as chamadas "categorias de acesso??, como F-Atlantic e Indy Lights, até gente com alguma experiência na F-1, como o argentino Esteban Tuero e o português Pedro Lamy. Tuero passou o fim de semana em Mid-Ohio negociando. "Estou apenas fazendo alguns contatos??, disfarçou. Já Lamy foi visto, 15 dias atrás, na etapa da Indy em Chicago, conversando animadamente com Morris Nunn.A Mo Nunn está sendo bastante cobiçada porque é quase certo que o italiano Alessandro Zanardi deixará a equipe. Zanardi é um piloto caro (estima-se que ganhe US$ 3 milhões anuais) e está visivelmente entediado. Entre os candidatos à vaga estão o espanhol Oriol Sérvia, atualmente na Sigma, e o brasileiro Hoover Orsi, líder da F-Atlantic e que também esteve em Mid-Ohio "fazendo contatos??. Tony Kanaan deve permanecer na equipe, que tem a opção de renovar ou não seu contrato. Mas sua temporada está sendo considerada produtiva.Bruno Junqueira segue com a situação indefinida na contínua "corda-bamba?? que é trabalhar para Chip Ganassi. Sua situação hoje é relativamente cômoda, mas uma seqüência de maus resultados pode levá-lo a ter o mesmo destino reservado para Memo Gidley, que dificilmente escapará da degola. A situação incomoda Bruno, mas ele procura não deixar transparecer. "Só posso dizer que meu contrato com a equipe termina quando eles quiserem ou quando eu quiser??, diz. Isso significa, entre outras coisas, que o acordo pode ser desfeito a qualquer hora e quem tomar a iniciativa de desfazê-lo não terá de pagar multa rescisória.Um dos interessados em trabalhar na Ganassi é o italiano Max Papis, cujo contrato com a Rahal termina no final do ano e, pelas declarações de Bobby Rahal, não deve ser renovado. "Max ainda pode ter um ano realmente bom??, afirmou recentemente Bobby, declaração que mostra seu desapontamento com o piloto. O italiano, porém, parece ter selado definitivamente seu destino neste domingo, ao bater de novo no companheiro Kenny Brack, repetindo o que aconteceu em Michigan. O sueco também está com o contrato por terminar, mas deve ficar.Entre os pilotos brasileiros, deverão ser poucas as alterações para a próxima temporada. Em circunstâncias normais, Gil de Ferran e Hélio Castro Neves ficarão na Penske, assim como Cristiano da Matta e Christian Fittipaldi na Newman-Haas. Roberto Moreno tem a opção de ficar mais um ano na Patrick e não pensa em mudar. Mas corre risco, pois o norte-americano Townsend Bell, destaque na Indy Lights, tem bom trânsito na equipe e está de olho na sua vaga. O brasileiro, porém, acha cedo para falar do futuro. "Nós (ele e os dirigentes da equipe) ainda não falamos sobre este assunto. Só posso dizer que me sinto muito bem aqui.??Maurício Gugelmin também ficará na PacWest, se não resolver encerrar a carreira - algo que o piloto garante não passar por sua cabeça. Max Wilson sonha com qualquer coisa que seja melhor do que a Arciero/Blair, mas admite não está animado com suas perspectivas.Favorito - Já Townsend Bell é presença praticamente certa em 2002. Além de namorar a Patrick, ele pode correr na Bettenhausen, onde também testará, e ainda negocia com a Chip Ganassi. Comenta-se também que uma mulher, a norte-americana Sara Fischer, atualmente na Indy Racing League (IRL), poderia ganhar um lugar na Walker. "É uma opção interessante??, limita-se a dizer Derreck Walker. Mas um bom punhado de dólares pode tornar a opção ainda mais interessante para ele.

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