Mercedes mantém decisão de liberar pilotos para duelo interno nas corridas

O novo embate entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg, no GP da China de Fórmula 1, não vai mudar a filosofia da Mercedes. Três dias depois de uma breve discussão entre os dois pilotos, o chefe de equipe, Toto Wolff, garantiu que vai manter a decisão de liberar a dupla para confronto interno nas corridas.

Estadão Conteúdo

15 de abril de 2015 | 19h21

"Quando você está numa competição intensa, é normal que as emoções alcancem alto nível. E isso é algo que não queremos mudar", declarou o dirigente, tentando minimizar o embate entre seus pilotos. "Vimos um pouco de tensão entre Nico e Lewis na corrida e resolvemos isso na noite de domingo mesmo para não carregar nada para o fim de semana."

Ao fim da prova de domingo, em Xangai, Rosberg criticou a performance de Hamilton durante a entrevista coletiva. O alemão disse que teria sido prejudicado pelo ritmo menos veloz do inglês na metade da corrida. Sebastian Vettel, na visão de Rosberg, pôde se aproximar e tentar a ultrapassagem, na briga pelo segundo lugar, por conta da lentidão do líder da prova.

Hamilton, sentado ao lado de Rosberg na coletiva, respondeu no ato e disse que não era responsável pela corrida do companheiro. "Eu estava focado apenas em mim. Se Nico quisesse ter me ultrapassado, poderia ter tentado, mas ele não o fez", rebateu o inglês, vencedor da corrida chinesa.

"Nossos dois pilotos estão agora muito concentrados em entregar a melhor performance possível no GP do Bahrein. Nosso pacote deve se adequar bem às exigências do circuito. Vamos manter nossa filosofia de deixar os pilotos disputarem entre si durante a prova. Mas eles sabem muito bem que a prioridade número um é vencer pela Mercedes", destacou Wolff.

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