Valdrin Xhemaj/EFE
Valdrin Xhemaj/EFE

Mesmo após dobradinha, Hamilton diz que Mercedes 'poderia ter ido um pouco melhor'

Piloto da Mercedes vê superioridade da equipe frente às rivais Ferrari e Red Bull durante os treinos livres

Rafaela Borges, enviada especial / Le Castellet, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2018 | 15h51

O terceiro último treino livre para o GP da França, no início da tarde deste sábado, foi marcado por uma forte chuva de verão. Poucos pilotos foram à pista, mas o finlandês Valteri Bottas voltou a colocar, pela terceira vez, a Mercedes na frente. Não foi surpresa, portanto, o resultado da classificação, duas horas depois, com dobradinha dos pilotos da equipe alemã na ponta do grid.

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Em treino marcado por momentos de chuva leve e acidente com o piloto local Romain Grosjean na metade da terceira parte da sessão qualificatória para o grid, o pole position Lewis Hamilton marcou, no fim da sessão, 1min30s029. "Não foi um Q3 simples", disse o britânico. "Poderíamos ter ido um pouco melhor".

Para Hamilton, as atualizações feitas pela Mercedes no carro, especialmente no motor, foram importantes para a evolução registrada da etapa anterior, no Canadá, para esta. "Mas não foram a única razão."

O segundo colocado, Bottas, registrou, também em sua última volta, 1min30s147. Já o melhor tempo do terceiro do grid (1min30s400), o líder do campeonato Sebastian Vettel (Ferrari), foi obtido na penúltima tentativa, antes do acidente de Grosjean. No retorno à pista, após a retirada do carro do francês da Haas, o alemão não conseguiu melhorar. 

"Fomos melhorando no decorrer do treino, mas no fim, tentei ir muito rápido e acabei exagerando", disse Vettel. Ele afirmou estar satisfeito com o terceiro lugar no grid, e acredita que pode fazer uma boa corrida neste domingo, com uma estratégia de pneus diferente da usada nos treinos. 

FERRARI E OS PNEUS

Além de a pista de Paul Ricard, que retorna à Fórmula 1 após 18 anos, privilegiar as características da Mercedes, a Ferrari pode ter voltado a enfrentar os mesmos problemas com pneus pelos quais passou em Barcelona. Para esta etapa, cuja pista tem o mesmo tipo de asfalto da catalã, a Pirelli, fornecedora oficial, oferece pneus com 0,4 mm a menos que nas demais corridas.

Apesar de a Ferrari saber lidar bem com a maioria dos pneus, estes não fazem um bom casamento com os carros da equipe italiana. O mesmo tipo de composto voltará a ser usados no GP da Inglaterra, em duas semanas.

Para Vettel, no entanto, os pneus desta vez não foram o problema, como ocorreu em Barcelona. "Diferentemente do que houve na Espanha, aqui eu creio que não precisaremos fazer um pit stop a mais que as outras equipes", falou. 

O grid para a corrida que terá largada às 11h10 (horário de Brasília) deste domingo e contará com o holandês Max Verstappen na quarta posição e o australiano Daniel Ricciardo na quinta. Atrás da dupla da Red Bull aparece o finlandês Kimi Raikkonen (Ferrari). O espanhol Carlos Sainz Jr, da Renault, é sétimo. 

Para delírio da torcida, um dos grandes destaques do treino foi Charles Leclerc. O piloto de 20 anos, natural de Mônaco, colocou a humilde Sauber na oitava posição, para delírio da torcida francesa. 

O dinamarquês Kevin Magnussen, da Haas, largará na nona colocação. Já o companheiro Grosjean, após ser o destaque do Q2 (ficou com o sexto lugar), não conseguiu marcar tempo no Q3.

Ele sofreu um acidente em sua primeira volta rápida, quando ele perdeu a traseira de sua Haas e acabou colidindo contra a barreira de proteção. O francês, que passa bem, largará na décima posição. 

Este será o primeiro GP da França em dez anos. De 1990 a 2008, a corrida foi realizada em Magny-Cours, antes de sair do calendário.

 

 

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