Andrees Latif/Reuters
Andrees Latif/Reuters

Mesmo após título, Rosberg ainda reclama de Hamilton

Alemão acusou colega de agressividade e imprudência em Austin

O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2015 | 11h41

Neste domingo, o piloto Lewis Hamilton, da Mercedes, entrou para o seleto grupo de pilotos que possuem três mundiais de Fórmula 1 no currículo ao vencer o GP dos EUA. Porém, a corrida em Austin evidenciou mais uma vez a relação ambígua do britânico com seu companheiro de equipe, o alemão Nico Rosberg.

Após a corrida, Nico acusou Hamilton de pilotar de maneira agressiva e imprudente durante a primeira volta, quando foi ultrapassado pelo colega. O alemão ainda conseguiria retomar a liderança e voltou a cair para segundo a oito voltas do fim após ter escapado em uma curva. Além disso, um vídeo que vem circulando na internet mostra os dois pilotos atacando um boné entre eles. Porém, o semblante de ambos prova que não se tratava de uma brincadeira amigável.

“Nunca é fácil esfriar as coisas, não foi fácil desde a primeira vez, mas agora temos mais experiência. Acho que Nico tem razão em estar chateado por este incidente particular. É uma coisa que precisamos discutir", afirmou o diretor da Mercedes, Toto Wolff. Ele, porém, afirma que Hamilton mereceu o título: "Nico cometeu um erro que o custou a vitória. É importante que sentemos em alguns dias para discutir isso, para que não evolua para algo maior".

Hamilton, por sua vez, se defendeu e afirmou que não tinha a intenção de atrapalhar Nico: "Sempre tem este tipo de comentário que surge depois, mas eu nunca faria algo para atrapalhar intencionalmente meu companheiro". Ao faturar seu terceiro título mundial, o britânico se igualou ao brasileiro Ayrton Senna e definiu o momento como 'o mais feliz de sua vida'.

"Todos têm direito a sua própria opinião, mas isso não importa porque eu ganhei a corrida e me sinto muito bem com isso", concluiu Hamilton.

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