Giampiero Sposito/Reuters
Giampiero Sposito/Reuters

Mesmo sem o título, Rubinho valoriza 'vitória pessoal'

Piloto brasileiro diz que teve uma temporada boa e que reencontrou a felicidade na Brawn GP

AE, Agencia Estado

19 de outubro de 2009 | 22h50

SÃO PAULO - O GP do Brasil de Fórmula 1 não terminou como Rubens Barrichello gostaria. Depois de largar na pole, sua Brawn GP não rendeu o esperado e o brasileiro terminou em oitavo, vendo o inglês Jenson Button, seu companheiro de equipe, chegar em quinto e conquistar o título do Mundial. Mesmo assim, um dia após a corrida em Interlagos, Rubinho preferiu valorizar sua "vitória pessoal".

 

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"Foi um ano muito bom, um ano muito gostoso, de uma vitória pessoal", disse em entrevista ao SporTV, nesta segunda-feira, lembrando o fato de chegar à penúltima etapa da temporada ainda com chances de título. "No final chegou pertinho, mas não deu para concretizar o sonho de ser campeão", avaliou Rubinho. "Vale mais o positivo, o fato de ter tido um ano que valeu muito a pena."

Para Barrichello, Button acabou levando o Mundial pelo ótimo início de ano, quando ganhou seis de sete corridas. "Ele ganhou porque o começo do ano foi muito bom", opinou o brasileiro, que admitiu a superioridade dos carros de sua equipe. Em São Paulo, porém, ele acha que sua Brawn decepcionou. "A performance não era aquilo que era para ser e não dava para ganhar."

Sobre o apoio irrestrito dos torcedores em Interlagos, Rubinho reconheceu que neste GP do Brasil a torcida foi maior. "É um carinho muito especial, que eu sinto há muito tempo, mas está mais forte", afirmou. Até as críticas e as brincadeiras, que marcaram a carreira do piloto, parecem incomodar menos agora. "Talvez hoje, pela idade, eu consigo ser muito mais eu", disse.

Rubinho contou ainda que até Felipe Massa o aconselhou a deixar a Fórmula 1 no ano passado, quando a Honda, então equipe de Barrichello, acabou. No entanto, ele disse nunca ter pensado em parar. "Honestamente, nunca me passou pela cabeça parar", disse, lembrando também que a força da Brawn o ajudou a seguir motivado. "Um carro excelente, que me deu essa juventude", definiu Rubinho.

 

CONTRATO CURTO

Barrichello também revelou que no começo do ano seu contrato com a Brawn GP era de apenas quatro corridas e que a equipe esperava encontrar um patrocinador para colocar outro piloto em seu lugar. Contudo, Rubinho acabou permanecendo após os bons resultados da escuderia no começo do ano.

WILLIAMS

Com os boatos de que já teria acertado com a Williams para o ano que vem, Rubinho tentou desconversar, mas praticamente admitiu o seu novo destino. "Eu não tenho como declarar ainda...", alegou o brasileiro. Ainda assim, ele confirmou que sua intenção é assinar um contrato por dois anos, provavelmente correndo por pelo menos mais duas temporadas na Fórmula 1.

 

Atualizado às 23h36 para acréscimo de informação

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