Michelin é soberana na Bélgica

Dez pilotos dentre os 12 mais velozes. Ao menos no primeiro dia de treinos do GP da Bélgica, nesta sexta-feira no circuito de Spa-Francorchamps, as equipes que competem com pneus Michelin conquistaram melhores resultados que as com Bridgestone. A dupla da McLaren, Kimi Raikkonen e David Coulthard, estabeleceu os dois melhores tempos do dia. O surpreendente calor os ajudou. A seguir vieram Michael Schumacher e Rubens Barrichello, da Ferrari, os únicos com os pneus japoneses dentre os 12 primeiros. Coulthard analisou o bom desempenho da McLaren com prudência. "Em outras provas, este ano, já fomos mais rápidos na sexta-feira, mas depois acabamos ficando para trás." Neste sábado será disputada a sessão que define o grid da 14ª etapa da temporada. O traçado de 6.963 metros de Spa quase nada tem a ver com o de Mônaco e seus 3.370 metros. Mas nas ruas do Principado, corrida em que a Michelin mais bem se apresentou, depois do GP da Malásia, a história começou assim também, com seus pilotos demonstrando rápida adaptação ao circuito já no primeiro treino livre. Jean Todt, diretor-esportivo da Ferrari, escuderia a ser vencida neste Mundial, reconheceu que não será fácil, desta vez, ao menos na sessão de classificação, obter os dois primeiros lugares no grid. "Nossos adversários parecem estar muito competitivos aqui." Ao longo das 44 voltas da prova, contudo, a tendência é a superioridade técnica da Ferrari voltar a prevalecer. Essa é previsão de Michael Schumacher. "Não estou preocupado com o resultado desta sexta-feira. Sei que disponho de um excelente carro para domingo." Apesar de ser o piloto de melhor retrospecto no GP da Bélgica - venceu cinco vezes -, Schumacher nunca largou na pole position no seu circuito favorito, onde no dia 25 de agosto de 1991 estreou na Fórmula 1, pela Jordan, e a 30 de agosto do ano seguinte obteve sua primeira vitória no Mundial, com Benetton. O alemão ficou nesta sexta-feira a 207 milésimos de Raikkonen, o mais rápido. O jovem finlandês comentou que sua McLaren teve comportamento surpreendente. "Perdi tempo na sessão da manhã por causa de problemas hidráulicos, mas como o acerto básico estava muito bom, fui veloz de saída." A sessão da manhã do treino livre começou com uma hora de atraso em razão de forte nevoeiro, o que impedia o helicóptero médico de decolar no caso de um acidente grave. O treino acabou reduzido a meia hora apenas. Rubens Barrichello registrou o quarto tempo. Pouco antes do melhor momento da pista, rodou na curva Malmedy e ficou na caixa de brita. "Acho que exagerei um pouco", disse. Como Schumacher, sua preocupação maior era com a corrida, e nesse sentido, falou: "Estou tranquilo." Os dois pilotos dão a entender que a Michelin parece mesmo ter produzido pneus mais rápidos que o Bridgestone para os treinos, mas sua eficiência em corrida é colocada em xeque. Ralf Schumacher, da Williams, outra equipe com pneus Michelin, quinto, a um segundo e 239 milésimos de Raikkonen, acredita que sua equipe, neste sábado, "quando todos terão o mesmo nível de gasolina no tanque", mostrará que em Spa as chances de andar bem melhor que na Hungria, por exemplo, são grandes. Gerhard Berger, diretor da BMW, fornecedora de motores da Williams, previu: "Aqui nós nos classificaremos mais perto da Ferrari." A Fórmula 1 torce para que seja verdade. Felipe Massa, com problemas de falta de equilíbrio na Sauber, assim como o companheiro, Nick Heidfeld, marcou apenas o 17º tempo. Heidfeld ficou em 19º. Já Enrique Bernoldi, da Arrows, nem mesmo treinou. A Arrows deve US$ 2,5 milhões à Cosworth e enquanto não pagar não receberá os motores.

Agencia Estado,

30 Agosto 2002 | 14h49

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