Michelin reconhece inferioridade na F-1

Pierre Dupasquier, diretor da Michelin, fornecedora de pneus da Williams e McLaren, principais adversárias da Ferrari, equipe que compete com Bridgestone, afirmou nesta segunda-feira que o resultado do GP dos EUA, domingo, ofereceu uma grande lição à empresa: "A Michelin terá de ganhar alguns segundos por volta na condição de chuva nos testes de inverno. E garanto que iremos." Na prova de Indianápolis, Michael Schumacher praticamente garantiu o título de campeão do mundo por causa da maior eficiência dos pneus Bridgestone no momento da chuva mais intensa e, claro, de sua excepcional competência como piloto.Os números são implacáveis com a Michelin. Na 24ª volta, Schumacher era apenas o sexto colocado. Havia perdido três posições para os pilotos da Michelin, David Coulthard, McLaren, Juan Pablo Montoya, Williams, e Fernando Alonso, Renault, logo em seguida a uma leve chuva que começou a cair no autódromo, na sexta volta. Essa condição tornou os pilotos da marca francesa mais velozes.Mas a partir da 21ª volta, uma chuva mais intensa desabou sobre a pista. Na 38ª, Schumacher já era líder e entre a 24ª e a 40.ª, 16 voltas, ganhou nada menos de 23 segundos e 650 milésimos sobre Kimi Raikkonen, da McLaren, o que dá uma média de um segundo e 478 milésimos por volta. Impensável para os padrões da Fórmula 1. Raikkonen, líder até a 18ª volta, não teve outra alternativa a não ser terminar a corrida em segundo e ver suas chances de ser campeão quase que extinguirem-se.Dupasquier foi realista na análise: "Sob asfalto muito molhado perdíamos dois segundos por volta para Michael Schumacher e um para os demais adversários. Recolhemos dados importantes nessa prova." O dado é esse: a Michelin está quase dois segundos por volta mais lenta que a Bridgestone quando há maior volume de água no asfalto.

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