Hassan Ammar/AP
Hassan Ammar/AP

Mick Schumacher pode ser o sétimo filho de campeão a correr na Fórmula 1

Herdeiro do heptacampeão mundial começa bem em testes e se aproxima de renovar a dinastia da família nas pistas

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

04 de abril de 2019 | 12h42

Os primeiros testes do alemão Mick Schumacher na Fórmula 1, nesta semana, no Bahrein, fizeram o garoto de 20 anos ser ainda mais cotado para um dia chegar à categoria. O atual campeão mundial de Fórmula 3 Europeia e filho do maior campeão da história da F-1, Michael Schumacher, o garoto chegou a marcar o segundo tempo em uma das sessões em Sakhir no cockpit da Ferrari. Pisou fundo.

As comparações com o pai e o sobrenome de peso chamam a atenção dos fãs e da imprensa mundial. Apesar disso, Mick garante não ter pressa e reitera estar focado em 2019 na disputa da Fórmula 2. "Eu quero entrar na Fórmula 1 sendo o mais completo possível. Então, estou dando um passo de cada vez", disse. O alemão pode seguir a trilha de outros filhos de pilotos campeões mundiais de Fórmula 1 e chegar também à categoria. Seis herdeiros seguiram essa rota, dos quais dois repetiram os feitos dos pais, ao se sagrarem campeões mundiais.

Mick tem em comum com o pai ter sido campeão da Fórmula 3. Michael estreou na Fórmula 1 em 1991, sem ter disputado testes antes. Após um piloto da Jordan ter brigado com a polícia e sido preso, o então jovem de 22 anos ganhou chance para correr na Bélgica e surpreendeu. Logo no primeiro GP, ele conseguiu largar na sétima colocação.

O primeiro campeão do mundo a colocar filhos na categoria foi o australiano Jack Brabham. O tricampeão em 1959, 1960 e 1966 formou dois herdeiros na Fórmula 1. Em 1990, Gary tentou por duas vezes se classificar para um GP, mas sofreu com o fraco rendimento da Life, não conseguiu seu objetivo nem teve mais oportunidades. No mesmo ano, foi a vez do irmão mais novo dele, David Brabham, tentar a carreira.

David disputou as temporadas de 1990 e 1994, ambas por equipes pequenas. O melhor resultado foi um 10.º lugar. O piloto ainda teve o trauma de perder o colega de equipe, Roland Ratzenberger, que morreu após batida nos treinos para o GP de San Marino de 1994. Ayrton Senna também teve um acidente fatal naquele mesmo fim de semana.

Enquantos os Brabham penavam, foi a vez da família Hill renovar a dinastia na categoria. Em 1992, o filho do bicampeão Graham Hill estreou na F-1. Damon foi o primeiro filho de campeão a repetir o feito do pai. Após temporadas irregulares, ele chegou ao título com a Williams, em 1996.

Os Andretti também estiveram presentes na categoria. O americano Mario Andretti foi campeão em 1978 e viu, em 1993, o filho Michael assinar com a McLaren para a vaga de companheiro de equipe de Senna. O novato fracassou, não chegou a completar a temporada e deu adeus à Fórmula 1 para retornar à Fórmula Indy.

O Brasil participou dessa trajetória com o sobrenome Piquet. O tricampeão Nelson Piquet acompanhou o filho, Nelsinho, na estreia, em 2008. A passagem do jovem piloto durou só até 2009, quando a descoberta de que ele causou um acidente de propósito, a mando da equipe Renault durante prova em Cingapura, abreviou sua carreira na categoria.

A última dinastia vitoriosa foi dos Rosberg. O finlandês campeão mundial em 1982 acompanhou o filho, o alemão Nico, a ganhar a temporada de 2016. Logo depois do título, o piloto decidiu se aposentar da categoria.

OUTROS CASOS

Alain Prost, Niki Lauda e James Hunt. Esse trio de campeões mundiais também tiveram filhos que seguiram a carreira de pilotos, mas nenhum deles conseguiu chegar à Fórmula 1. O francês Nico Prost esteve recentemente na Fórmula E, mas sem resultados expressivos. Quem esteve perto da principal categoria do automobilismo foi o austríaco Matthias Lauda, ao disputar a extinta GP2. Mas lhe faltaram resultados. Já o inglês Freddie Hunt disputa a Nascar, nos Estados Unidos.

Vídeo de Nico Rosberg com o pai, Keke, nos anos 1980

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Danke Mama und Papa ❤️❤️ pt.1

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