Ministro diz que França não impôs cancelamento do Rally Dakar

Bernard Kouchner chegou a classificar de 'ridícula' a hipótese de que houve intervenção do governo

07 de janeiro de 2008 | 18h10

O ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, disse hoje ser "ridícula" a idéia de que o governo francês teria imposto o cancelamento do Rally Dakar 2008 por motivos de segurança.   Em declarações à imprensa em Lisboa, Kouchner assegurou que a decisão de cancelar a trigésima edição do rali coube "exclusivamente" aos organizadores da prova, que basearam sua medida nos "riscos inerentes a uma corrida que tinha oito etapas na Mauritânia".   O ministro indicou que, apesar do "desastre" que a decisão representa para organizadores, participantes e para a própria Mauritânia, não se pode ignorar os recentes ataques no país africano, que causaram a morte de quatro franceses e que foram atribuídos a membros da organização terrorista Al Qaeda.  Apesar destas circunstâncias, Kouchner disse que o Governo francês "jamais imporia uma decisão deste tipo a uma organização privada", como a do Rally Dakar.   "Minha função como ministro de Exteriores é prevenir os riscos, não só para os participantes do Rally Dakar, mas para todos os turistas e todos os franceses", disse Kouchner.  O diretor do Rally Dakar, Etienne Lavigne, afirmou na semana passada em Lisboa que a edição deste ano havia sido suspensa por "motivos de Estado" expostos pelo governo francês, e assinalou que estas são razões que "não se discutem".   Lavigne disse desconhecer as razões de Estado alegadas por Paris para desaconselhar "fortemente" as viagens à Mauritânia.

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