Ministro pede demissão do presidente da Ferrari

Roberto Calderoli quer que Luca di Montezemolo saia da escuderia por causa do fracasso em Abu Dabi

AE, Agência Estado

15 de novembro de 2010 | 22h02

O título perdido por Fernando Alonso no GP de Abu Dabi segue gerando polêmica na Itália. Após o próprio chefe da Ferrari, Stefano Domenicali, admitir que a equipe errou sua estratégia na prova que culminou no título do alemão Sebastian Vettel, no último domingo, nesta segunda-feira a crise da escuderia respingou até mesmo na esfera política do país.

Roberto Calderoli, ministro da Simplificação Legislativa da Itália, afirmou que o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, deveria ser demitido por causa do fracasso da escuderia em Abu Dabi. "Apesar da capacidade do excelente Alonso, a Ferrari conseguiu perder um campeonato já ganho", disse Calderoni, que foi além. "Estamos envergonhados por essa estratégia insana, e ele [Montezemolo] é o culpado. Ele deve sair de Maranello imediatamente para que não cause maiores danos à Ferrari. Ao cair da noite, esperamos por sua demissão", reforçou.

Rapidamente, porém, a Ferrari rebateu a interferência política sobre sua gestão. Por meio de uma comunicado publicado em seu site oficial, a equipe respondeu: "Lamentamos que existam alguns políticos que ''não têm vela para o enterro'' subam de imediato no carro do ganhador e logo peçam a guilhotina quando as coisas vão mal".

E Montezemolo contou com a defesa de Sergio Marchionne, diretor-executivo da Fiat, proprietária de 85% das ações da Ferrari. "O resultado do GP de Abu Dabi não foi o que esperávamos, mas temos que estar agradecidos aos homens e mulheres da Ferrari, cujo trabalho permitiu (à equipe) estar perto de um objetivo que até algumas semanas atrás parecia impensável", disse o dirigente, lembrando que Alonso conseguiu uma reação impressionante na fase final do campeonato.

Montezemolo acabou sendo alvo de Calderoli quando se especula na Itália que o presidente ferrarista tenha ambições políticas de dirigir uma nova coalizão de oposição ao primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. Montezemolo , porém, negou haver essa possibilidade.

"Prefiro falar de coisas sérias", disse ao site italiano Affaritaliani.it. Esse tipo de comentário político, segundo ele, "não mancham o mínimo de dedicação e capacidade dos homens e mulheres da Ferrari".

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