Montadoras ameaçam deixar a F1

Tudo não deve passar de uma ameaça: as montadoras que disputam o Mundial vão criar uma competição própria, desertando assim a Fórmula 1, se o grupo alemão Kirch, que explora direitos de TV, entrar de sócio da Slec, holding que gerencia o evento. A razão é simples. A empresa poderia, ao assumir parte do controle da F1, impor que as transmissões fossem feitas só por TV a cabo.Existe até um escolhido para tomar conta da nova competição "pirata", Bernie Ecclestone, que já teria sido convidado para o cargo. Essa história será publicada na edição desta quarta-feira da revista alemã ?Auto, Motor und Sport?. No caso de Leo Kirch comprar a participação de Thomas Haffa, proprietário da EM.TV, na Slec, inicialmente 25% e depois os 25% restantes da sua cota, ele ficaria com 50% do negócio. O acordo entre Haffa e Kirch até já existe. Só não foi concretizado porque Bernie Ecclestone vetou, por enquanto, a transação.A estratégia das montadoras de retirar as equipes do Mundial é a de deixar com Kirch apenas o nome Fórmula 1 e os direitos de TV, que ele poderia explorar por ser sócio da Slec. Segundo a ?Auto, Motor und Sport?, Leo Kirch teria de investir cerca de US$ 2,5 bilhões para assumir uma participação majoritária na Slec. Na F1, a Fiat é dona da Ferrari, a Mercedes da McLaren, a Ford da Jaguar, e a Renault da Benetton. A BMW investe na Williams e a Honda, na Jordan e BAR.

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