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Montadoras pensam em torneio paralelo

Não é do interesse das montadoras que investem na Fórmula 1, mas nesta terça-feira as quatro que formaram a Grand Prix World Championship (GPWC), Fiat, Renault, BMW e Mercedes - a Ford deixou a competição e a GPWC -, anunciaram a contratação de uma empresa para os primeiros estudos de viabilização do campeonato, paralelo ao da Fórmula 1, que podem vir a promover a partir de 2008. "Nós temos sido mais que pacientes com a atual administração da F-1. As recentes negociações, no entanto, demonstraram a necessidade da criação de uma estrutura que garante o futuro desse esporte", afirmou o alemão Jorgen Hubbert, presidente da GPWC. O discurso é conhecido. Luca di Montezemolo, presidente da Fiat e da Ferrari, afirma regulamente: "O que há de mais errado na Fórmula 1 é nós dividirmos, entre todas as equipes, 47% do arrecadado e o senhor Bernie Ecclestone e seus sócios, os bancos, ficarem com 53%." A questão básica é essa: dinheiro. Ecclestone criou a holding Slec para explorar os direitos da Fórmula 1, adquiridos à FIA, há 5 anos, por US$ 360 milhões, por cem anos. Ecclestone tem 25% da Slec e três bancos os outros 75%. A GPWC foi criada para mostrar a Ecclestone que se ele não aceitar renegociar as cotas das equipes, no total arrecadado de US$ 700 milhões (valor estimado) por ano, criarão seu próprio Mundial a partir de 2008, temporada seguinte à de encerramento do Acordo da Concórdia, conjunto de regras que rege as relações dos times com a Slec e a FIA. A iniciativa de contratar a International Sports and Entertainment AG é uma forma de dizer a Ecclestone: "Olha, não pense que estamos blefando." O presidente da FIA, Max Mosley, afirma categoricamente: "O campeonato da GPWC não vai sair porque não é do interesse de ninguém. Com certeza se chegará a um acordo." Um Mundial promovido pela GPWC não poderia usar o nome Fórmula 1, de propriedade da Slec. Seria GPWC, o nome da empresa das montadoras. E como ficam as outras indústrias automobilísticas que têm escuderias na Fórmula 1 e não fazem parte da GPWC, as japonesas Toyota e Honda? De que lado ficariam? A Fórmula 1 não sobreviveria com a saída de Ferrari-Fiat, Renault, McLaren-Mercedes e Williams-BMW. "É por isso que acredito numa negociação que atenda aos interesses de todos", declarou Mosley ainda em Mônaco, este ano. E a parte que irá ceder mais está clara: Ecclestone e seus sócios.

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