Montoya: "Ano pode ser da Williams"

Bateu a fome de F-1. E há esperança no ar... De que a disputa se mantenha mais interessante do que no ano passado, sem vitórias anunciadas de Ferrari e seu ?primeiro-piloto? Michael Schumacher. Em meio a esse clima de expectativa, não apenas pelo GP do Brasil no domingo, em Interlagos, mas para toda a temporada, o piloto Juan Pablo Montoya, da Williams, também se mostrou bem otimista, cercado por torcedores nesta quarta-feira, no kartódromo da Granja Viana, onde cumpriu compromisso de um de seus patrocinadores. O colombiano está certo de que a distância das outras equipes para a Ferrari diminuiu muito. O piloto garantiu que está com um carro muito competitivo, que tem chances de lutar por vitórias e que ?este ano pode muito bem ser da Williams?. Contou que o carro ainda precisa de um pouco mais de down-force (a força que ?empurra? para baixo, o que garante mais adesão à pista e mais rapidez nas curvas), mas já melhorou muito em relação ao ano passado. O motor BMW também está com mais potência. E, assim, a escuderia inglesa diminuiu sua distância para a Ferrari. Agora, tem carro para ganhar e não só para fazer poles, como em 2002. Montoya não se mostra tão preocupado com uma retração em 2004, sem a eletrônica: ?A F-1 vai crescer de outras maneiras.? Ele mesmo tem o que melhorar, como piloto. ?É preciso ser mais rápido, trabalhar melhor com os engenheiros. Melhorar também nos treinos, na classificação, no trabalho de equipe. Temos muito, sempre, a evoluir.? O colombiano não teme ?perder posição? para Kimi Raikkonen, da McLaren (aos 23 anos o líder do campeonato), na briga com Michael Schumacher. Disse que o jovem finlandês é um bom piloto, mas continuará correndo da maneira de sempre, para emplacar qualquer chance de vitória. E o relacionamento com Ralf Schumacher, seu companheiro de equipe? ?Está igual ao que era antes.? E como era antes? Montoya ri, ri. ?Não somos amigos. Não teria o que conversar com ele em um restaurante. Mas trabalhamos bem na pista, profissionalmente.?

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