Montoya e Raikkonen mantêm esperanças

Juan Pablo Montoya, da Williams, tentou vencer primeiro já na segunda chicane, depois da largada, ao procurar ultrapassar Michael Schumacher. "Ficamos lado a lado e como ele tinha maior aceleração que eu, ganhou a disputa", disse o colombiano. E mais tarde, em seguida ao primeiro pit stop (16ª volta), quando seu carro era mais rápido que a Ferrari: "Reduzi bastante a diferença (chegou a nove décimos de segundo), mas ele tinha maior velocidade final que eu, por isso compreendi que seria difícil ultrapassá-lo para vencer." No fim, o segundo lugar o manteve no pódio, o que ocorre já há oito corridas. "Estar 3 pontos atrás de Schumacher não é muito (82 a 79)." Todos queriam saber, na sala de imprensa, a razão de Montoya ter desistido do ataque, algumas voltas depois do segundo pit stop (32ª volta de um total de 53). "Aquele jogo de pneus não me dava o mesmo ritmo do anterior, mas era rápido ainda. Acontece que Heinz-Harald Frentzen (Sauber) e aquele piloto da Jordan, não sei seu nome (Zsolt Baumgartner), me atrapalharam." Os dois retardatários. "Parecia até um desfile de tanta bandeira azul (para dar passagem), mas nem assim Frentzen facilitou a ultrapassagem como fez com Schumacher. Como vi que correria riscos elevados naquele ritmo, e as chances de vencer eram pequenas, administrei o segundo lugar, que não é ruim." Depois da prova, Montoya procurou Charlie Whiting, diretor de largada e delegado de segurança da FIA, para reclamar de Frentzen. Houve ainda um outro episódio desgastante para o colombiano. Enquanto estava no pódio, próximo de Ross Brawn, diretor-técnico da Ferrari, seu desafeto, ouviu do inglês. "Um dia você ainda será campeão", como se dissesse que não será desta vez por causa da retomada de competitividade da Ferrari. Montoya não respondeu. Quinta-feira Montoya disse não ter estranhado as acusações de Brawn aos pneus Michelin: "Eu o conheco. É o mesmo que afirmou que eu não tenho classe, só porque ultrapassei o piloto dele em Nurburgring." O piloto da Williams comentou ter uma certeza. "Os dois próximos circuitos favorecem bem mais que Monza ao conjunto Williams-BMW-Michelin." Essa também foi a argumentação de Kimi Raikkonen, da McLaren, neste domingo, depois do fim da prova. "Sabíamos já que aqui seria difícil para nós. O quarto lugar era o máximo que poderia conseguir, estou contente." Para ele, os traçados de Indianápolis e Suzuka permitirão que o modelo MP4/17D da McLaren seja bem mais competitivo: "Fiquei 7 pontos atrás do Michael (82 a 75), está mais difícil, claro, mas tudo pode acontecer. O que é certo é que seremos mais velozes do que aqui."

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