Montoya explica avanço de Ralf

Até o GP da Áustria, sexto da temporada da Fórmula 1, os melhores resultados de Ralf Schumacher haviam sido dois quartos lugares, na Malásia e em San Marino. Na etapa seguinte, em Mônaco, ele foi segundo colocado e depois, venceu as duas etapas seguintes, Nurburgring e Magny-Cours. Em entrevista à imprensa inglesa, o colombiano Juan-Pablo Montoya, seu companheiro na Williams, comentou o avanço do alemão: "Ralf recebeu um empurrão de Frank Williams e Patrick Head (donos da equipe) e isso ajudou". O colombiano revelou existir pressão da equipe sobre os dois pilotos por conta da falta de resultados. "Eu não preciso desses empurrões. Mas Patrick Head veio para mim e disse que às vezes é melhor não estar com o pé em baixo. Foi um ótimo conselho", disse Montoya. Ele disse estar colocando em prática o ensinamento desde o GP da Áustria. "Tenho largado na primeira fila em todas as provas." Embora o colombiano não diga na entrevista publicada pelo jornal Daily Telegraph, sabe-se que Ralf corria o risco de não ter o seu contrato renovado no fim do campeonato. O compromisso é até o final de 2004, mas a opção de mantê-lo ou não na escuderia é de Frank Williams. Agora, no entanto, o alemão surge até como candidato a ser campeão do mundo."Acho que somos capazes de lutar pelo título. E não considero Ralf o líder na Williams, porque estamos separados por apenas seis pontos", afirmou Montoya.Atualmente, Ralf é o terceiro colocado no campeonato, com 53 pontos, atrás do irmão Michael e do finlandês Kimi Raikkonen. Enquanto isso, Montoya é o quarto, com 47. No domingo será disputada a 11ª etapa do Mundial, o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, pista onde a Williams realiza, junto do Circuito da Catalunha, em Barcelona, a maior parte de seus testes.Calendário - Em visita promocional à cidade de Moscou, nesta terça-feira, Ralf afirmou que gostaria de ver a Rússia no calendário da Fórmula 1. As negociações para uma corrida no circuito de Nagatino, que ainda seria construído, deram errado no ano passado, por discordâncias entre Bernie Ecclestone, o promotor da F1, e as autoridades locais com relação à divisão do dinheiro arrecadado.Mas se Moscou está praticamente fora do calendário, a Índia será uma das próximas nações a receber a competição, depois de China e Bahrein, que já em 2004 terão uma etapa da Fórmula 1. "Não posso ainda dizer quando, mas com certeza a Fórmula 1 irá à Índia", afirmou o próprio Ecclestone.Com chances boas também estão a Turquia, a partir de 2005, e a Argentina, cujo novo governo já procurou Ecclestone a fim de ter seu GP de volta.

Agencia Estado,

15 de julho de 2003 | 19h08

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