Montoya faz festa na casa da Ferrari

Juan Pablo Montoya estragou mais uma festa da família Schumacher. Neste sábado, no veloz circuito de Monza, o colombiano da Williams estabeleceu a pole position do GP da Itália de Fórmula 1, deixando Michael Schumacher, da Ferrari, apenas em terceiro. O brasileiro Rubens Barrichello disputou uma das suas melhores sessões de classificação e obteve o segundo tempo.A TV Globo transmite a prova ao vivo, a partir da 9 horas deste domingo."Vencer a Ferrari na sua casa é mesmo muito especial", disse Montoya, que comemorou bastante o resultado. "Essa é a minha pole position mais importante, sem dúvida." Este ano ele largou em primeiro em Hockenheim e em Spa-Francorchamps. A diferença do colombiano para Rubinho, no entanto, foi bem menor do que se imaginava: 312 milésimos. "Sabíamos que a Ferrari estava trabalhando para diminuir a diferença que impusemos na Alemanha." A elevação da temperatura ajudou seu time, segundo o piloto colombiano. "A medida que fazia mais calor, fomos nos tornando mais rápidos." Os pneus Michelin da Williams trabalham melhor sob temperaturas mais altas. Enquanto na sexta-feira a média ficou na casa dos 14 graus, neste sábado atingiu 20.Apesar da prova ser curta - as 53 voltas são percorridas em cerca de uma hora e 17 minutos -, para os equipamentos ela é longa, lembrou Rubinho. "Motor e freio são por demais exigidos nessa pista." O brasileiro sabe que tem neste domingo uma chance real de conseguir sua segunda vitória na Fórmula 1. "Meu carro está bem equilibrado e a Ferrari é resistente." Desde que se tornou companheiro de equipe de Michael Schumacher, ano passado, esta foi a terceira vez que Rubinho obteve um tempo melhor que o alemão no grid. "Se o Michael é tão bom, como de fato é, e eu fui mais veloz..." Na temporada 2000, o brasileiro largou na frente nos GPs da Grã-Bretanha e Áustria.Nesta temporada, depois das duas primeiras etapas, Austrália e Malásia, em que fez o segundo tempo, Rubinho não largou mais na primeira fila."Não é nenhum desastre largar em terceiro neste circuito", lembrou Michael Schumacher, que não sorriu ainda no fim de semana. "Poderia ter sido mais veloz, só que errei muito, cada vez num lugar." O motivo é simples, segundo ele: "Não consegui manter-me concentrado." Apesar de não dizer diretamente, o tetracampeão da F1 dá a entender que é contra a realização da corrida, por causa dos atentados terroristas aos EUA. "Não quero falar sobre esse assunto. Temos uma torcida fantástica aqui e precisamos respeitá-la."Schumacher não acha que, a exemplo de Hockenheim, as duas Williams irão desaparecer na frente. "Aqui em Monza estamos melhor preparados, motor, pneus, estou otimista." Nas cinco vezes em que disputou o GP da Itália com a Ferrari, de 1996 para cá, o alemão ganhou três: 1996, 1998 e no ano passado.Comprovando que os problemas da McLaren começam com o motor Mercedes, hoje bem menos eficiente que o V-10 da BMW e da Ferrari, David Coulthard registrou apenas o sexto tempo e Mika Hakkinen, o sétimo. O finlandês ainda bateu com violência na saída da Variante della Roggia. "Eu não esperava outra coisa em seguida ao que vi em Hockenheim", falou Coulthard. Depois de Michael Schumacher, o italiano Jarno Trulli é considerado hoje, por muitos, como o mais veloz da categoria. Neste sábado, ele ficou em quinto com sua Jordan-Honda. "Se nada de anormal acontecer, como quase sempre, temos carro para um grande resultado." A exemplo de Michael ele elogiou bastante os novos pneus Bridgestone.O outro brasileiro na competição, Enrique Bernoldi, da Arrows, larga em 18º lugar, na frente do companheiro, Jos Verstappen, o 19º.

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