Montoya, o mais procurado em Ímola

O GP é na Itália, mas o centro das atenções nesta quinta-feira, no autódromo Enzo e Dino Ferrari, foi um colombiano, que nem mesmo trabalha para a Ferrari: Juan Pablo Montoya, da Williams, piloto sensação na prova de Interlagos. "Quais minhas chances de vencer aqui? Acho que antes de pensar em ganhar na Fórmula 1 eu preciso fazer ao menos um pit stop", afirmou o colombiano. Os treinos livres do GP de San Marino, o quarto da temporada, começam nesta sexta-feira, em Ímola. Nesta quinta-feira choveu quase durante todo o dia e a temperatura não passou de 12 graus.Apesar da presença de Michael Schumacher, da Ferrari, na entrevista coletiva, a maior parte das perguntas foi endereçada a Montoya. E o jornal Tutto Sport, de Turim, chegou a publicar na sua edição desta quinta-feira que Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, teria feito contato com o piloto para conhecer a sua situação de contrato, a fim de num futuro próximo contar com ele na Ferrari. Montoya não comentou a notícia."Nada mudou para mim depois do GP do Brasil", disse, para em seguida cair em contradição: "O importante é que o sucesso chegou até antes do que eu esperava." Até agora, nos três GPs que disputou, Montoya não realizou sequer um pit stop. Na Austrália quebrou o motor BMW da sua Williams, na Malásia rodou ainda na terceira volta, na hora da chuva forte, e no Brasil foi colocado para fora da competição por Jos Verstappen, da Arrows.O traçado da pista italiana será o primeiro já conhecido pelo piloto da Williams. Em 1998, Montoya competiu de Fórmula 3000 em Ímola. "Ajuda, claro, mas acho que apenas em Barcelona e Silverstone, onde temos treinado regularmente, me sentirei à vontade desde o princípio." Se Montoya se mostra cético quanto às suas possibilidades de voltar a liderar uma corrida, Michael Schumacher terá à disposição uma nova versão do motor Ferrari e um aerofólio traseiro desenvolvido para evitar os problemas de Interlagos. "Não tínhamos pressão aerodinâmica, por isso rodei durante a prova."Quanto à possibilidade de igualar no sábado a marca de Ayrton Senna, de oito pole positions consecutivas, Schumacher repetiu velhas declarações: "As estatísticas que contam mesmo são as que mostram o número de vitórias e de títulos." Aparentemente todo o desgate com o ocorrido no GP do Brasil parecem superados por Rubens Barrichello. "Passei uma semana isolado no meu sítio", disse. "Já na segunda-feira toda a raiva havia passado", comentou. O piloto da Ferrari explicou não ter tido contato algum com qualquer publicação. As críticas a sua atuação na etapa de São Paulo do Mundial foram duras por parte da imprensa, brasileira e internacional.Com um ponto apenas na classificação, diante de 26 de Schumacher e 20 de David Coulthard, da McLaren, o finlandês Mika Hakkinen, da McLaren, acredita que ainda dá para lutar pelo título da temporada. Nesta quinta-feira ele apresentou seu mais novo reforço: Erja Hakkinen, sua esposa. "Estive presente em todas as suas 18 vitórias na Fórmula 1 e não mais deixarei de assistir a um único GP", afirmou Erja. "Nunca mais desejo sentir o desespero que me deu ao vê-lo pela televisão agitando os braços, porque não conseguiu largar em Interlagos."Desde que o casal teve o primeiro filho, em novembro, Erja não foi mais aos autódromos. O diretor e sócio da McLaren, Ron Dennis, isentou Hakkinen de qualquer responsabilidade pela falta de resultados. "Ele não está desestimulado", afirmou Ron, em resposta ao que a imprensa européia vem publicando.

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