Montoya pode correr na McLaren já em 2004

Os rumores surgiram com força no GP da Alemanha: Juan Pablo Montoya trocaria a Williams pela McLaren. Só não estava claro se na próxima temporada ou depois de terminar seu contrato, no fim de 2004. Lá em Hockenheim mesmo, porém, Montoya e Norbert Haug, diretor da Mercedes, desmentiram a informação, ao menos para o ano que vem. Domingo a revista Cambio, de Bogotá, publicou que Montoya até já assinou com a McLaren. E confirmou o campeonato de estréia: 2005. A novidade agora é se Montoya vai mesmo continuar na Williams em 2004. A situação será no mínimo constrangedora, para não mencionar as dificuldades de um relacionamento onde segredos industriais importantes terão de ser omitidos do piloto. Sabe-se de antemão que ele defenderá os interesses do concorrente direto já no campeonato seguinte. Frank Williams não vai dispensar Montoya de graça. Especula-se que a multa rescisória seja duas vezes o valor total do contrato para 2004, ou seja, US$ 12 milhões. Ron Dennis, diretor e sócio da McLaren, e Norbert Haug, teriam de pagar algo semelhante para Frank Williams liberá-lo. O que parece pouco provável. É possível, no entanto, que diante da vontade de sair, já explícita, de Montoya, dos inconvenientes de mantê-lo na equipe e do interesse da McLaren, todos os envolvidos se reúnam para discutir um valor rescisório menor e resolver a questão. Dessa maneira, cresceram as chances de Montoya transferir-se para a McLaren em 2004, a fim de ocupar a vaga de David Coulthard. Se o negócio der certo, dois pilotos estão no topo da lista de Frank Williams: Giancaro Fisichella, de saída da Jordan, e Mark Webber, da Jaguar, embora este implique o pagamento de multa rescisória, o que não agrada Frank Williams. Por esse motivo Fisichella, no caso da saída de Montoya, é o piloto com maiores chances hoje. São duas as razões principais de Montoya desejar competir já em 2004 pela McLaren e não mais pela Williams: o pouco dinheiro que recebe, se comparado ao que ganha o companheiro de equipe, Ralf Schumacher, e um episódio desgastante vivido no GP da França. Apesar de ter possibilidades bem maiores de conquistar o título que Ralf, por estar a apenas seis pontos de Michael Schumacher, o líder, o colombiano leva para casa algo perto de US$ 6 milhões por ano, diante de US$ 15 ou US$ 16 de Ralf. E o ano que vem vai ganhar a mesma coisa, independente de ser ou não o campeão do mundo. O mesmo vale para Ralf. Na McLaren, receberá o dobro, já no primeiro ano. Agora o que aconteceu em Magny-Cours, confirmado por uma fonte no Brasil: Montoya consultou a equipe para saber se poderia antecipar seu segundo pit stop porque havia muito tráfego na pista. O time concordou. Mas Ralf fez o mesmo, uma volta depois do colombiano, o que o permitiu deixar o box imediatamente na frente do companheiro. Ralf terminou a corrida em primeiro e Montoya em segundo. O colombiano foi pouco político com a equipe depois, insinuando que alguém da Williams informou Ralf da sua decisão, levando o alemão a agir da mesma forma, o que se mostrou decisivo para o resultado final. Foi a partir desse episódio que Montoya iniciou conversações com a McLaren e rapidamente definiu tudo. Agora resta saber se para 2004 ou 2005.

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