Montoya pode ir para a McLaren já em 2004

O Mundial de Fórmula 1 está pegando fogo e Juan Pablo Montoya está envolvidíssimo na disputa ? tem 71 pontos, só um a menos que o (ainda) líder Michael Schumacher. Mas nem por isso calam-se os comentários sobre sua possível mudança de equipe. Segundo a revista alemã Autobild Motorsport, o piloto colombiano está disposto a forçar uma ruptura com a Williams no final deste ano, embora tenha contrato até o fim de 2004. De acordo com a publicação, Montoya está mantendo estreitos contatos com a McLaren e pode pilotar para a equipe já no ano que vem. Seu empresário, Julián Jacobi, estaria a fim de recorrer à Justiça para que ele tenha o direito de escolher o lugar onde quer trabalhar. Tem ganhado força o comentário de que irá correr na McLaren, em substituição a David Coulthard, que praticamente só tem feito número. Mas há dez dias, por ocasião do GP da Hungria, a McLaren anunciou que tinha definido seu quadro de pilotos para 2004: Kimi Raikkonen e Coulthard como titulares, Alexander Wurz e Pedro de la Rosa para testes. Mas no momento o que há de concreto é a disputa pelo título. E agora que acabou o recesso de testes, as equipes vão mandar seus carros e pilotos para a pista a fim de encontrar o melhor ajuste para as três últimas corridas: Monza, Indianápolis e Suzuka. E, principalmente, a Bridgestone (que equipa a Ferrari) vai queimar muito pneu para tentar tirar o atraso em relação à Michelin (que equipe a Williams e a McLaren). Montoya, Raikkonen e Schumacher, três dos principais candidatos ao título, treinarão a partir desta terça-feira em Monza. Rubens Barrichello, que ainda se recupera de dor nas costas por causa do acidente na Hungria, só vai para a pista na quarta-feira. O ex-sacerdote que em 20 de julho interrompeu o GP da Grã-Bretanha entrando na pista foi liberado nesta segunda-feira, após ficar sob custódia policial durante seis semanas, insistindo que não se arrependeu do que fez. Cornelius ?Neil? Horan, de 56 anos, que correu na direção oposta a dos carros vestindo saiote escocês e portando cartazes de teor religioso, tinha sido sentenciado com dois meses de prisão, mas foi libertado antes. Nesta segunda-feira, disse que ?a mão invisível? lhe deu poder para fazer o que fez e que essa ?mão invisível era de Deus?.

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