Montoya propõe inverter o grid na F-1

A menos de uma semana da reunião que definirá o futuro da Fórmula 1, segunda-feira em Londres, as sugestões sobre o que deve ser alterado para tornar a competição menos previsível e mais atraente continuam ganhando espaço na imprensa mundial. Nesta segunda-feira foi a vez de Juan Pablo Montoya, da Williams, dar a sua: "classificação valendo pontos também e grid invertido."Para o piloto colombiano, que largou sete vezes na pole position este ano, mas não venceu nenhuma corrida, uma forma de tornar os GPs mais emocionantes seria estabelecer pontuação para as colocações no grid, a fim de que os pilotos não simulem obter resultados ruins, e depois fazer com que o pole largue em último, o autor do segundo tempo em penúltimo e assim por diante. Para o seu estilo agressivo, capaz de tirar tudo do carro, como quase ninguém, em uma volta lançada, a mudança seria mesmo sob medida.Já Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, afirmou que "a equipe disputará agora o seu GP mais difícil", referindo-se ao encontro da Comissão de Fórmula 1. Bernie Ecclestone, presidente da Formula One Administration (FOA), Max Mosley, da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), enviaram às escuderias um pacote de alterações que põe abaixo a impressionate vantagem técnica adquirida pela Ferrari nos últimos anos. Ela será voltada pela Comissão de Fórmula 1. "Estamos dispostos a fazer concessões, desde que não contrariem o espírito da competição", disse Montezemolo.Durante o Ferrari Day, domingo em Misano, que reuniu 50 mil fãs da Ferrari, promovido para comemorar a conquista dos títulos de pilotos e construtores este ano, Michael Schumacher elogiou a proposta de retorno das sessões de classificação às sextas-feiras também. "Das idéias que surgiram esta me pareceu interessante." Montezemolo a definiu como a mais ?sensata?.Futuro - Enquanto a Comissão de Fórmula 1 define na próxima segunda-feira o futuro imediato da categoria, a imprensa suíça divulgou hoje que os bancos credores do grupo Kirch estabeleceram um acordo com a Daimler-Chrysler, dona da Mercedes, e a BMW, o que poderia assegurar o futuro a longo prazo do Mundial.As montadoras, reunidas, ameaçam criar um campeonato próprio a partir de 2008 se as atuais regras de distribuição de verbas não for revista. Segundo o jornal suíço Sueddeutsche Zeitung, os três bancos que financiaram a compra da holding que detém os direitos de TV da Fórmula 1, Slec, teriam assinado até um contrato com a Daimler-Chrysler e a BMW.Quando o magnata das comunicações na Alemanha, Leo Kirch, comprou 75% da Slec, há três anos, por US$ 1,6 bilhão, ele tomou esse dinheiro de três bancos, Bayerische Landesbank, JP Morgan e Lehman Brothers. Como Kirch faliu, os bancos assumiram a sua parte na Slec. Não haviam recebido o dinheiro. Os outros 25 % pertencem a Bernie Ecclestone. A maior parte das montadoras que investem na Fórmula 1 criou uma associação por serem contra o fato de estarem, literalmente, nas mãos de Kirch, um "desconhecido" delas. Seus negócios eram com Ecclestone.Várias perguntas estão sem resposta, se confirmada a informação: como ficam, por exemplo, as outras montadoras, Fiat, Ford, Renault, que fazem parte da associação e não mencionadas no acordo com os bancos? Quais são os termos desse acordo? As montadoras serão, finalmente, sócias da Slec, e poderão conduzir os rumos do Mundial como há muito desejam?

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