Montoya vence Ralf na casa do alemão

Tudo o que Ralf Schumacher esperava, com toda certeza, era não ser derrotado por seu desafeto companheiro de Williams, Juan Pablo Montoya, diante da sua própria torcida. "Não sou amigo dele e não sinto falta", afirmou ontem em Hockenheim. Hoje, teve de engolir a derrota na disputa pela pole position para o colombiano, que nunca havia pilotado um Fórmula 1 na veloz pista alemã.Em São Paulo, depois de ultrapassar Michael Schumacher, Montoya comentou: "Essa ultrapassagem teve sabor especial para mim". Que prazeres não estará sentindo agora? Ralf já venceu duas vezes este ano, em Ímola e em Montreal, diante de apenas duas segundas colocações de Montoya, na Espanha e na outra casa de Ralf, em Nurburgring. "Eu já corri muitas vezes neste circuito e aprendi que quem larga em segundo tem mais chance de sair da primeira chicane em primeiro", afirmou o alemão na entrevista coletiva, ao lado do companheiro, que fez cara de quem duvidava da explicação. O vácuo em Hockenheim, de fato, pode mesmo favorecer Ralf. Hoje Antonio Pizzonia largou em sexto na prova de Fórmula 3000 e já na segunda volta liderava a corrida. "Aqui, ou você passa seu adversário à frente ou os que estão atrás te ultrapassam", contou Pizzonia.Os 19 milésimos que Montoya impôs a Ralf poderiam ser, na realidade, dois décimos de segundo, uma diferença de tempo bem maior para os padrões da Fórmula 1. "Eu desisti quando estava na minha melhor volta", contou o colombiano. Já Ralf alegou que, na terceira seção do traçado, dentro do estádio, onde ficam as arquibancadas, a bandeira amarela exposta por causa da explosão do motor de Jenson Button, da Benetton, o fez aliviar o pé do acelerador. "Acho que poderia ter melhorado meu tempo", disse, com razão.Espera-se uma dura disputa entre os dois na freada da primeira chicane, a Clark, depois da largada. Os dois sabem que contam com os carros mais velozes no momento e, salvo um erro de condução ou quebra do equipamento, dificilmente perdem essa corrida, tal a sua vantagem técnica. Acredita-se que Frank Williams e Patrick Head orientem seus pilotos para não se autoeliminarem da disputa. Desde o GP da Áustria de 1986 que a BMW, na época associada à Benetton, não consegue colocar seus dois pilotos na primeira fila. A Williams, desde o GP da Grã-Bretanha de 1997.

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